terça-feira, 31 de julho de 2012

Fazenda São Fernando é palco para uma homenagem a Luiz Gonzaga, o 'rei do Baião'



E o Festival Vale do Café terminou neste fim semana! Mas vai deixar momentos inesquecíveis para quem pode se emocionar com a mistura entre o popular e o clássico numa homenagem a Luiz Gonzaga. O cenário foi uma das mais belas fazendas históricas da região.

Até a lua apareceu mais cedo para assistir à apresentação. Lado a lado com sol, veio abrilhantar uma paisagem que já é de cair o queixo.

- Estou absolutamente impressionado com a Região, com os eventos, com as fazendas. É inimaginável. Só vindo aqui pra ver primeiro a maravilha das fazendas, a maravilha que o café fez nessa Região e a maravilha do astral, disse o executivo Luiz Otávio Valadares. 

Difícil saber para onde apontar as lentes das câmeras fotográficas.

- Estava aqui pensando agora por onde eu ia começar. Tem esse lago lindo, esse gramado aqui, o casarão nem se fala... E aqui o palco está lindo também. O povo todo sentado. Dá vontade de tirar foto de tudo.

A São Fernando é uma das mais importantes fazendas históricas do Sul do Estado. Ela foi fundada no início do século 19. Na época, era nesse gramado que o café era seco. Agora ele é usado como palco para a apresentação.

O concerto foi em homenagem aos 100 anos do nascimento do rei do baião, Luiz Gonzaga. O músico Turíbio Santos acompanhou a voz da cantora lírica Carol Mcdavit.

- O trilho do nosso trem era a obra do Luiz Gonzaga. Agora os integrantes é que não são, digamos, exclusivamente de uma música, ou clássica, ou popular. São os que cruzam o caminho. E isso é o que dá a riqueza desse espetáculo, disse o músico Turíbio Santos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

'Baião' aborda em tons contemporâneos o gênero que projetou Gonzaga,mais no Blog Sertão9



Terceiro CD do box 100 Anos de Gonzagão, tributo triplo produzido por Thiago Marques Luiz para celebrar o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga (1912 - 1989), Baião põe em evidência os timbres da guitarra e das programações de Rovilson Pascoal, diretor musical do projeto (em função dividida com o baixista André Bedurê). Mais do que as interpretações em si do elenco convidado, o que salta aos ouvidos são as tentativas de repaginar o baião - gênero que projetou e consagrou Gonzagão na virada dos anos 40 para os 50 - com arranjos de tom contemporâneo. Essa abordagem mais atual pauta os registros de Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949), Imbalança (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1952) e Paraíba (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950) - clássicos defendidos com correção por Wanderléa, Paulo Neto e Marcia Castro, respectivamente. Zeca Baleiro imprime sua personalidade musical no disco ao revitalizar Respeita Januário (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950) como balada de alma roqueira. Nem tudo é baião, a rigor, no repertório deste CD de conceito mais frouxo. Caracterizada como polca em sua gravação original de 1949, Lorota Boa (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) é o veículo ideal para a manifestação do espírito lúdico de Silvia Machete em ótima gravação valorizada pelo trompete de Sidmar Vieira e os efeitos de Tatá Aeroplano. Originalmente um coco, Siri Jogando Bola (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1956) faz China marcar golaço ao conectar (mais uma vez) Pernambuco com o mundo. Outro coco, Derramaro o Gai (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1950) faz explodir a influência de Lenine no som do grupo 5 a Seco. Título mais recente e desconhecido do cancioneiro de Gonzaga, Deixa a Tanga Voar (Luiz Gonzaga e João Silva, 1985) é ambientado em gostoso clima nortista na gravação de Ela. Presença emblemática no elenco por ter sido rotulada como a Princesinha do Baião nos anos 50 pelo próprio Luiz Gonzaga, Claudette Soares põe dengo e bossa em Baião de Dois (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950) em gravação realçada pelo arranjo suingante do B3 Organ Trio, grupo que assina a faixa com Claudette. Silvia Maria reitera sua técnica primorosa em belo registro do xote Mangaratiba (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1956), dividido com DaLua. Escorado na pegada roqueira da Banda Monomotor, cujo som evoca a era do iê-iê-iê, Edy Star (se) diverte no pot-pourri que agrega Dezessete e Setecentos (Luiz Gonzaga e Miguel Lima, 1945), O Torrado (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1950) e Calango da Lacraia (Luiz Gonzaga e Jeová Portella, 1946). Por fim, Nation Beat veste Madame Baião (Luiz Gonzaga e David Nasser, 1951) com roupa indie, deixando a sensação de que o maior mérito deste 100 Anos de Gonzagão é mostrar que a obra de Luiz Gonzaga é tão grande e tão universal - ainda que paradoxalmente enraizada no Nordeste do Brasil - que resiste bem a releituras mais ou menos inspiradas de intérpretes mais ou menos capacitados para encará-la. Gonzagão é pop!!

domingo, 29 de julho de 2012

Coletânea com artistas de diversas gerações celebra centenário de Luiz Gonzaga



O produtor Thiago Marques Luiz produziu um álbum triplo, 100 anos de Gonzagão, com cinco dezenas de gravações inéditas de clássicos de Luiz Gonzaga (1912–1989), para comemorar o centenário de nascimento do autor de Asa branca. Gravado entre janeiro e maio deste ano, o álbum é dedicado a Dominguinhos e tem intérpretes de várias gerações e estilos musicais. O primeiro disco é dedicado ao tema sertão, o segundo à música de chamego e o terceiro ao baião.



Mesclando, na primeira faixa, Asa branca a uma citação de Hora do adeus, o primeiro disco começa solene, com Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Ednardo e Anastácia. Segue A volta da asa branca, com Fafá de Belém soando como cantora dos anos 1950, e A morte do vaqueiro com um Zé Ramalho denso, quase fúnebre. Elba Ramalho está à vontade em Meu pé de serra e Geraldo Azevedo parece recuperar a vitalidade dos primeiros discos com Estrada de Canindé, seguido por uma Amelinha serena percorrendo a Légua tirana.

O diferencial do primeiro CD está na pungente versão roqueira do Vanguart para Assum preto. Mas ainda tem Cida Moreira quase lírica em Acauã, o neto Daniel Gonzaga reverente em Juazeiro e o novato Ayrton Montarroyos sereno no Riacho do navio. E mais: Zezé Motta (A vida do viajante), Anastácia e Oswaldinho (A feira de Caruaru), Cátia de França (Vozes da seca), Passoca (Baião da garoa), Chico César (Pau de arara), Guadalupe e Liv Morais (Ave Maria sertaneja), André Rio (Boiadeiro) e Gonzaga Leal (Noites brasileiras). E isso é só um terço do projeto...

O segundo CD busca as toadas de amor e os temas mais maliciosos. Aberto com o gaúcho Filipe Catto, numa leitura delicada de A sorte é cega, tem uma Maria Alcina irreverente em Xamego, o inusitado encontro de Elke Maravilha e Trio Dona Zefa (Capim novo) e alguns artistas saindo de seus sotaques em favor da música, como Karina Buhr (Xanduzinha), Thais Guillin (Balance eu), Verônica Ferriani (A letra) e até Ednardo (Vem morena). O lado cult está garantido com Gaby Amarantos, que dá tratamento de tecnobrega a Cintura fina, e o mix de brasileiros e americanos de Nova York do Forro in the Dark, com Ocheiro de Carolina.

sábado, 28 de julho de 2012

Festival de Inverno na Paraíba homenageia Gonzagão neste sábado


Luiz Gonzaga (Foto: Reprodução/TV Globo)Luiz Gonzaga será o homenageado do dia
(Foto: Reprodução.
Companhias de dança popular, quadrilhas juninas e grupos da melhor idade, acompanhados da Orquestra Filarmônica, sairão em procissão pelas ruas do centro da cidade de Campina Grande ao som de músicas de Luiz Gonzaga. A procissão faz parte da programação do Festival de Inverno de Campina Grande (FICG) e terá início às 9h na rua Maciel Pinheiro, com destino à Praça da Bandeira, local onde também acontecerá a Cantoria à Gonzagão, às 18h, encerrando a homenagem ao centenário do Rei do Baião.

Chegando à Praça da Bandeira, a procissão circulará pelo palco ao som da música Ave Maria Sertaneja, seguindo com a apresentação dos cantores campinenses Alexandre Tam, Guia Miranda, Marcelo Lancellott, Joana D’arc, Tina Dias, Robert Gonçalves, Wilma Cavalcanti e Pephicho Neto.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Espetáculo encena trajetória de Lampião,no Sertão Pernambucano


O enredo conta os últimos momentos vividos por Lampião e pelos cangaceiros. Não ficaram de fora os fatos históricos, como o encontro de Lampião e o padre Cícero

Parte da trajetória do “Rei do Cangaço” está sendo recontada no Sertão do estado. É a encenação do espetáculo “O Massacre de Angico, a Morte de Lampião”. A peça pode ser vista na praça do pátio da estação do forró,  em Serra Talhada.
O espetáculo é o mais novo trabalho do ator pernambucano e diretor, José Pimentel. “É um trabalho diferente. Primeiro, que o texto não é meu. Segundo, eu peguei elenco que eu nunca tinha trabalhado. Mesmo assim, consegui juntar todo mundo e fazer um belo espetáculo”, opinou.
O enredo conta os últimos momentos vividos por Lampião e pelos cangaceiros. Não ficaram de fora os fatos históricos, como o encontro de Lampião e o padre Cícero, em Juazeiro do Norte, onde o padre nomeia o cangaceiro a capitão.
As apresentações são de graça e só terminam no domingo (29).

Cem anos do Rei do Baião: A voz do Nordeste no Brasil mais no Blog Sertão9


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Em boa parte da história do Brasil, o Nordeste foi relegado a coadjuvante do desenvolvimento nacional e a região ficou esquecida dos governantes, levando mão de obra barata ás grandes cidades do sul do país. Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido com Lua ou Gonzagão, após surgir no mundo da música o seu filho, fora do casamento, Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha, criado no Rio de Janeiro, sob os olhos distantes, mas presentes e severos do pai. Também conhecido como o Rei do Baião, título que lhe caiu tão bem pela empolgação com que cantava os temas tão marcantes para os brasileiros do Nordeste espalhados pelo país afora.
Gonzagão, que nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, na cidade de Exu, no sertão pernambucano, cedo se entusiasmou pela música do Nordeste e começou a tocar acordeom, instrumento que lhe relegaria notoriedade no cenário musical brasileiro. Além de grande instrumentista Luiz Gonzaga encantou os nordestinos de Toto o país com sua indumentária de vaqueiro da região e com suas composições falando das questões vivenciadas pelos sues conterrâneos e espalhando baiões, xaxados, xotes para iluminar a vida de todos os brasileiros com música dançante e ao mesmo tempo identificada com as necessidades dos trabalhadores do Nordeste, o que deu universalidade à suas obras.
Admirado por nada menos que Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso e toda uma legião de músicos de todo o país, influenciando uma gama diversificada de gerações, tornando-se um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, com suas canções ritmadas no canto de aboios e vaquejadas, modernizando e difundindo a canção regional do Nordeste ao incorporar seus ritmos ao gosto popular nacional.
Muitas de suas canções fazem parte do dia a dia dos brasileiros de Oiapoque ao Chuí como Asa Branca (em parceria com Humberto Teixeira, 1947), uma das músicas mais executadas de nosso cancioneiro popular; Assum Preto (com Humberto Teixeira, 1950); Cintura fina (com Zé Dantas, 1950); Fole gemedor (1964); Hora do adeus (Luiz Queiroga e Onildo Almeida, 1967); A morte do vaqueiro (com Nelson Barbalho, 1963); A vida do viajante (com Hervé Cordovil, 1953); Á-bê-cê do sertão(com Zé Dantas, 1953); Lorota boa (com Humberto Teixeira, 1949); O xote das meninas (com Zé Dantas, 1953), entre outras centenas de músicas que iluminaram os céus brasileiros por décadas, de importância fundamental para todos os que desejam conhecer a cultura popular brasileira através de nossas expressões musicais.

Cachaça Fest começa nesta sexta-feira (27) em Castelo do Piauí


Revivendo Gonzagão. Esse é o tema da oitava edição do Cachaça Fest, evento que começa sexta-feira (27) e segue até domingo (29) em Castelo do Piauí. Artesanato, agronegócio, turismo, gastronomia e cultura fazem parte da programação do festival, que é uma realização da Prefeitura Municipal de Castelo do Piauí em parceria com o SEBRAE-PI e Governo do Estado.
O público poderá curtir o melhor do forró de raiz interpretado por Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga. Eliane, a Rainha do Forró, Adelson Viana, João Cláudio Moreno, e Santana, o Cantador. Além das atrações musicais, o evento terá Feira de Artesanato, estandes de alimentação, com o melhor da culinária regional e passeios turísticos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

De onde vem o Baião,o forró e o xaxado os ritmos do Nordeste


Hoje quinta-feira, dia 26 de julho, a partir das 21h30, tem forró da melhor qualidade no Feitiço Mineiro. O show De onde vem o baião, comandado pelo quarteto formado pelo cantor e violonista Pecê Sousa, a cantora Thaís Fread, o percussionista Jorge Macarrão e o acordeonista Sivuquinha, traz uma mostra de ritmos alegres e dançantes. Na seleção, muito baião, xote e xaxado – uma homenagem também aos 100 anos do nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.                                                                                     


O forró é um gênero musical bastante diversificado. Xote, xaxado, xenhenhém, rancheira, samba rural, mazurca, coco e venerão, por exemplo, são  nomes diferentes para tipos de forró. Algumas dessas variações são genuinamente brasileiras, mas outras são híbridas, resultado de uma mistura de culturas. O xote, por exemplo, nasceu na Europa, no final do século 19. Já o xaxado, surgiu na década de 1920, e foi uma dança do agreste e do sertão de Pernambuco. O coco é a fusão da musicalidade negra e cabocla tocada no Norte do país. O venerão é forró dançado no Sul do Brasil e caracteriza-se por ser uma dança em que os pares giram pelo salão com rapidez e flexibilidade. Tudo isso inspirou os músicos na seleção escolhida para essa apresentação, que inclui músicas como Assum preto, Como dois animais e De onde vem o baião, que dá nome ao show.


Sertão de Luiz - Making of em homenagem ao Rei do Baião,no Blog Sertão9

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Majestade revisitada: 50 vezes Gonzagão no seu Centenário,2012


Lua Music lança 50 versões inéditas de músicas de Luiz Gonzaga com artistas de diferentes gerações

Em meio às homenagens que desde o ano passado antecipam o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga (a ser comemorado dia 13 de dezembro deste ano) - lembrado em festivais, medalhas de mérito, coleções de moda, livros, exposições e em espetáculos - vale destacar os lançamentos de discos com sua obra. Do mais simplório, como a coletânea "Gilberto Gil canta Luiz Gonzaga" (pela Warner Music, que reuniu versões já gravadas pelo baiano da obra do Rei), ao projeto de fôlego anunciado pela Sony, que até setembro devolverá às prateleiras o catálogo completo de Gonzagão (incluindo 60 álbuns e compilações de discos originalmente em 78 rotações), os lançamentos apontam para um dado seguro: a popularidade do mestre Lua continua em alta.

É talvez o mais lembrado centenário de 2012, que marca ainda um século de artistas como o cineasta Amâncio Mazzaropi, o compositor Herivelton Martins e o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues. Este mês, mais um necessário lançamento em CD vem somando pontos para Luiz: "100 anos de Gonzagão", da gravadora Lua Music. O álbum triplo traz 50 regravações inéditas de músicas do repertório do Rei do Baião, dando sequência à serie da gravadora que em 2009 homenageou os 100 anos de Ataulfo Alves, em 2010, de Adoniran Barbosa e, no ano seguinte, o centenário de Nelson Cavaquinho.

O projeto tem direção musical e arranjos de Rovilson Pascoal e André Bedurê, sob produção artística e executiva de Thiago Marques Luiz. Seguindo a linha dos discos sob orientação de Thiago, o triplo de Luiz Gonzaga reúne artistas de diferentes gerações e estilos, alargando as possibilidades de interpretações da obra do mestre. A seleção é dedicada a Dominguinhos, "o maior seguidor da herança musical deixada por Luiz Gonzaga", cita o encarte.

Músicas

Cada disco traz um bloco temático, dividindo as 50 músicas entre "Sertão" (disco 1), "Xamêgo" (disco 2) e "Baião" (disco 3). O primeiro da série, concentra o maior número de artistas nordestinos, com uma pegada mais afeita à obra de Gonzagão. À exemplo, estão aí o próprio Dominguinhos (que também participa do terceiro disco), Geraldo Azevedo, Chico César, Anastácia, Oswaldinho do Acordeon, Zé Ramalo, Elba Ramalho, além dos cearenses Ednardo e Amelinha.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Missa do Vaqueiro, em Serrita, PE, emociona participantes


Ao som dos chocalhos e vestidos com roupas de couro, os sertanejos seguiram em uma grande cavalgada até o parque João Câncio, onde foi celebrada a missa em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, assassinado em 1954. Ele era primo de Luiz Gonzaga e o crime teria ocorrido por inveja de um companheiro de profissão.
Há mais de 40 anos, a tradicional missa de Serrita reúne centenas de vaqueiros do Nordeste. Em cima dos cavalos, eles participam da celebração, rezam pedindo paz, saúde e agradecem as bençãos alcançadas.
A missa foi criada pelo padre João Câncio, Luiz Gonzaga e pelo poeta Pedro Bandeira, que relembra com saudade o tempo em que o rei do baião participava das celebrações.
No rosto de cada vaqueiro, é possível ver as marcas de uma vida de muito trabalho debaixo do sol forte do sertão, motivo de orgulho para eles.
Na hora do ofertório, os vaqueiros depositaram no altar, objetos do cotidiano e instrumentos usados no pastoreiro dos animais.
No fim da missa foram distribuídos aos vaqueiros queijo e rapadura, alimentos que fazem parte do dia a dia do homem da caatinga.
A missa, em Serrita, é realizada sempre no terceiro domingo de julho.

Cem anos de Luiz Gonzaga geram tributo triplo,em todo Nordeste


Rio -  Luiz Gonzaga (1912 - 1989) faria 100 anos no próximo dia 13 de dezembro. O centenário é alvo de homenagens na indústria fonográfica. Enquanto a Lua Music põe nas lojas o tributo triplo ‘100 Anos de Gonzagão’, com 50 gravações inéditas do repertório do ‘Rei do Baião’, a Sony Music se prepara para reeditar em 58 CDs a obra integral do artista.




Foto: Divulgação
Foto: Divulgação Blog Sertão9





FILIPE CATTO É DESTAQUE
A reedição da obra completa inclui a reposição em catálogo de 43 álbuns de ‘Lua’ — sendo 15 até então inéditos em CD — e o lançamento de 15 coletâneas com as gravações feitas por Gonzaga em discos de 78 rotações entre 1941 e 1960.

O tributo triplo produzido por Thiago Marques Luiz resulta irregular, mas o saldo é positivo. Se o grupo Vanguart tira a beleza de ‘Assum Preto’ em voo cego do CD 1 (‘Sertão’), Geraldo Azevedo repisa com firmeza ‘Estrada de Canindé’ e o jovem cantor Ayrton Montarroyos mergulha com segurança no ‘Riacho do Navio’. Já Chico César pega ‘Pau de Arara’ com propriedade.

Com músicas mais maliciosas, o CD 2, ‘Xamêgo’ destaca de cara o cantor Filipe Catto, cuja interpretação precisa de ‘A sorte É Cega’ confirma seu talento vocal. Em ‘Baião’, terceiro CD do ‘box’, Silvia Machete realça o tom lúdico de ‘Lorota Boa’ enquanto China faz gol em ‘Siri Jogando Bola’. Zeca Baleiro entoa ‘Respeita Januário’ sem excessiva reverência, valorizando sua faixa.

domingo, 22 de julho de 2012

Depois do auge dos anos 90, forró volta a agitar casas de show em todo Brasil

O ano do centenário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, vem despertando muitas sanfonas, zabumbas e triângulos na cidade. Desde o boom do forró nos anos 90, há tempos não se via tanta gente rodopiando pelos salões do Rio. Diversas casas de festa passaram a reservar ao menos um dia da semana para ao ritmo, e o resultado é programação garantida de segunda a segunda.
Boa parte do grupo que vem agitando a nova cena do forró assistiu à popularização do estilo musical, há 20 anos, da plateia. É o caso dos integrantes das bandas Vulcão Erupçado e Fulano de Quê?, que, com idades entre 20 e 30 anos, conseguem levar centenas de pessoas aos arrasta-pés, divulgando os eventos quase que exclusivamente pelas redes sociais.
- Nunca entendemos porque o ritmo perdeu força. Sentimos a demanda e criamos a banda há seis meses - diz Raphael Logato, baixista do Fulano de Quê?
O grupo agita o disputado Forró da Lapa. Apesar do nome, a festa acontece na Rua do Ouvidor, na região do Rio Antigo. Dois andares de um sobrado costumam receber 700 pessoas. Os produtores da festa, Egil Vieira e Aline Carvalho, contam que quem sempre gostou de forrós estava sentindo falta de opções na cidade.

sábado, 21 de julho de 2012

Banda Black Rio - Baião (Luiz Gonzaga) - Instrumental SESC Brasil - 02/07/2012 .


Domingo no TCA apresenta sarau em homenagem a Gonzagão.



Nova edição do tradicional “Sarau do João” reúne músicos e poetas




Na sua versão matutina, o Sarau do João - Música e Poesia em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga é a atração de julho do projeto Domingo no TCA. O espetáculo acontece dia 29, às 11h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves. Os ingressos custam R$ 1,00 (inteira) e são vendidos no mesmo dia, a partir das 9h, com acesso imediato do público.

Já estão confirmadas as presenças de Carlos Pitta, Cinho da Matta, Claudia Cunha, Carlinhos Cor das Águas, Carlos Adadio, Celo Costa, Maviael Melo, Mario Ulloa, Marilda Santana, Alexandre Leão, Grupo Mandaia, Joatan Nascimento, Ivan Sacerdote, Fernando Oliveira, Dema e Regina, Asdrúbal Alvin (Dubinha), Mauricio Peixoto, Rita Tavares, Jana Vasconcellos e Priscila Magalhães, Raul Bermudez, Duo Âmbar, Milton Candeias, Luíza Britto, Salete Souza e do maestro e compositor Tom Tavares, que faz a direção musical do Sarau.

Criado em 2007, o Domingo no TCA vem apresentando espetáculos de música, teatro, dança, e também cinema, proporcionando à comunidade baiana um lazer cultural de qualidade com ingressos a preço simbólico. O projeto tem o apoio da Secretaria de Cultura e Fundação Cultural do Estado.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

GARANHUNS,EM PERNAMBUCO FAZ HOMENAGEM A LUIZ GONZAGA


Assista reportagem completa no vídeo


  

Brazilian Day fará tributo ao centenário de Luiz Gonzaga


Banda Os Tucumanus exibirá no repertório a música “O caboco e o sertão
 acontecerá no dia 2 de setembro, em Nova York, vai homenagear o centenário de Luiz Gonzaga. Entre as atrações confirmadas no evento está o grupo amazonense Os Tucumanus, que tem no repertório “O caboco e o sertão”, música que traz na introdução uma espécie de flerte instrumental com o clássico “Asa Branca”, segundo o guitarrista Denilson Novo. “É um repente que fala do encontro do caboco do Norte com o cabra do sertão, os dois conversam como amigos muito próximos”, comenta o músico.
O grupo Os Tucumanus dividirá o palco 2 do Brazilian Day com nomes como Ossos do Banquete, de Minas Gerais; Manhanttan Samba Band, do Rio de Janeiro; Gera Fornasa & Bandalheia, de Santa Catarina; Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda, de Pernambuco; Banda 5% e Giba Concalves, da Bahia; Claus e Vanessa, Edu & Rapha, do Rio Grande do Sul; e Clima de Montanha, Hierofante Cia de Teatro e Batala, de Brasília.
A viagem à Nova York está programada para o dia 28 de agosto. Os amazonenses estão confirmados ainda na “Lavagem Cultural da Rua 46”, evento tradicional que acontece na semana que antecede o Brazilian Day, com várias atrações e manifestações culturais brasileiras.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Solange e Xand comemoram 10 anos de Aviões do Forró com grande festa

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Solange e Xand no quiosque Kanoa, em Ponta Verde, Maceió

A banda Aviões do forró está completando 10 anos na estrada e voando cada vez mais alto. Encontramos os vocalistas Xand Avião, 30 anos, e Solange Almeida, 37, em Maceió, Alagoas, em plena maratona de São João, quando estavam no pique de fazer cerca de 40 shows no mês nos quatro cantos do Nordeste. Apesar da correria e do cansaço, a dupla não desgrudava dos seus celulares acertando detalhes do grupo, resolvendo questões particulares e ainda atendendo fãs. Quando foi abordada por uma turma de garotas, Solange não titubeou, fotografou com elas e imediatamente postou a foto no Instagram identificando-as com a maior paciência. ''São essas coisas que motivam a gente a continuar'', disse a artista.

As redes sociais, aliás, têm sido fortes aliadas para os dois. ''É viciante'', definiu Xand, que resistiu para entrar nessa nova forma de comunicação. Já Solange se entregou de corpo e alma ao mundo virtual. ''Tenho tudo o que você imagina, Twitter, Instagram, Facebook. Adoro'', declarou a cantora.

No meio de todo esse corre-corre, Solange ainda consegue tempo para arrumar sua academia, a S1, prevista para abrir as portas nos próximos dias em Fortaleza. ''Vai ser uma academia com a minha cara, com tudo o que eu queria, com atendimento semipersonal, que em Fortaleza tem pouco'', contou.

Casamento à vista
Como se tantos afazeres não bastassem, a cantora ainda planeja o seu casamento para setembro próximo. O noivo é o empresário baiano do ramo de entretenimento Wagner Barbosa, 30, que ganhou a aprovação de todos à sua volta. ''Pouquíssimos aceitavam as minhas relações, tinha aquela superproteção das pessoas ao meu redor, de elas enxergarem coisas que eu, talvez por estar apaixonada, não conseguia ver. E hoje é diferente, todo mundo gosta do Wagner. Ele é muito presente. Aí, pronto, a gente vai casar'', disse às gargalhadas. ''Ele é meu chapa'', complementou Xand.

O cantor, por sua vez, continua casado com a ex-dançarina do Aviões, Isabele Timóteo, 29, com quem teve mais uma filha, Isabela, há quatro meses. Eles também são pais de Enzo, 4 (Xand ainda é pai de Agda, 12, e Adryan, 9, de seu casamento anterior). Já Solange é mãe de Sabrina, 14, Rafael, 12, e Estrela, 5.

E é nesse clima de grande família que Xand e Solange chegam aos 10 anos de Aviões do Forró em plena harmonia, com uma grande festa planejada para 4 de agosto, no Forró no Sítio, em Fortaleza. ''A gente já passou uns dias sem se falar, mas nunca teve aquela briga séria de pensar em sair e deixar o outro'', afirmou Solange categoricamente.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Homenageando o centenário de Luiz Gonzaga, Cachaça Fest inicia dia 27

O Cachaça Fest, festival que reúne o melhor do agronegócio da cachaça, turismo, artesanato e gastronomia piauiense na cidade de Castelo do Piauí, este ano será realizado no período de 27 a 29 de julho. O festival é organizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Governo do Estado.

Em 2012, o Cachaça Fest vai homenagear o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e entre as atrações culturais programadas estão Joquinha Gonzaga, sobrinho do Rei do Baião e herdeiro musical da família. Da programação constam ainda shows com Eliane, Adelson Viana, Santana e João Cláudio Moreno. Na feira, os visitantes também encontrarão as melhores cachaças produzidas no Piauí, como Mangueira, Concebida, Mineirinha e Tapuia.

Segundo o Sebrae, outra atração do festival é a feira de artesanato, que será montada na praça Aluísio Lima, onde serão expostos e comercializados produtos feito em couro, madeira, palha, bordados, cerâmica, tecelagem, pinturas, joias em opala e biojoias, criados por artesãos de municípios da região.

No setor de turismo, a grande atração é o canyon do rio Poty, um paredão de 50 metros de altura, ideal para a prática de rapel. No local, o rio Poti também oferece boas condições para a prática de canoagem.

Desde o início do ano estão sendo realizadas palestras, consultorias e treinamentos para pessoas dos ramos de hotelaria, bares e restaurantes, com o objetivo de garantir melhor atendimento. Também foram treinados guias e artesãos. Blog Sertão9

terça-feira, 17 de julho de 2012

Alceu Valença traz o show 'Lua e Eu' para o Parque dos Espanhóis


O cantor e compositor Alceu Valença vai mostrar ao público 'como se canta o baião' na próxima quinta-feira (19), no Parque dos Espanhóis, em Sorocaba. O show 'Lua e Eu' vai prestar homenagem ao centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Promovido pelo Sesc Sorocaba, o evento será gratuito e aberto ao público.

O espetáculo revela a influência de Luiz Gonzaga na obra de Alceu Valença e evidencia as relações entre os cancioneiros dos dois artistas pernambucanos. Isso fica claro, por exemplo, quando ele junta as clássicas 'Asa Branca' e 'Anunciação' e que deverá ser um dos pontos altos da apresentação.

O show também vai mostrar a afinidade de ambos quanto aos gêneros musicais que marcaram suas trajetórias. É o caso dos baiões 'Baião' e 'Coração Bobo', dos xotes 'Sala de Reboco' e 'Pé de Rosa' e das toadas 'Estrada de Canindé' e 'Solidão'.

A sintonia entre as obras fica nítida nas letras. Ambos falam de desamores ('Juazeiro' e 'Na Primeira Manhã'), sedução ('O Cheiro da Carolina' e 'Xote Delicado'), conquistas amorosas ('Tropicana' e 'Vem Morena') e cantos de partida ('Pau de Arara' e 'Dia de Cão').

O público vai conferir um espetáculo genuinamente brasileiro, em que Alceu Valença recria canções perpetuadas por Luiz Gonzaga, tais como 'Sabiá', 'Cintura Fina', 'Xote das Meninas' e 'Sala de Reboco' - esta em dueto com a acordeonista e cantora Lucy Alves, do grupo paraibano Clã Brasil.

Alceu sobe ao palco do Parque dos Espanhóis acompanhado de Paulo Rafael (guitarra), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo), Cássio Cunha (bateria), Edwin (percussão) e Lucyane Alves (acordeom e voz).

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Primeiro fim de semana do FIG vai de Alcione, Jorge Vercillo e Roberta Sá,no Sertão Pernambucano


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Turistas e garanhuenses assistem às apresentações em seis polos musicais


Blog Sertão9


O primeiro fim de semana do 22º Festival de Inverno de Garanhuns, no Agreste do Estado, reúne os mais variados estilos e sons, desde a música sertaneja e romântica até forró e música pop com influências regionais. Turistas e garanhuenses assistem às apresentações em seis polos musicais.
A principal estação da festa, o Palco Guadalajara, recebe neste sábado (14), a partir das 21h,  Hercinho, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Academia da Berlinda e Roberta Miranda. A cantora Alcione, a Marrom, encerra a programação com sua voz inconfundível, trazendo sucessos como Garoto maroto, Minha estranha loucura e Você me vira a cabeça.
Já no domingo (15), sobem ao palco La Pietá, Nei Lisboa, Siba e Lira. Encerrando a noite, o canto e compositor Jorge Vercillo leva todo seu romantismo ao Agreste pernambucano com as mais recentes Sensível semais e Memória do prazer, além dos hits Monalisa, Final feliz, Homem-aranha e Que nem maré.
Lucas Notaro e os Corajosos, Di Melo e Madeira de Lay são as vozes que animam o festival na segunda (16). A cena pernambucana também marca presença com Mombojó e China. Na sequência, todo o romantismo das canções de Roberta Sá.

domingo, 15 de julho de 2012

Alceu Valença apresenta espetáculo 'Lua e Eu' em Santos


Alceu Valença (Foto: Divulgação)Alceu Valença celebra o centenário de Luiz
Gonzaga em show. Blog Sertão9
O cantor Alceu Valença comemora o centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, com o show "Lua e Eu" nesta terça-feira (17) no Sesc de Santos, no litoral de São Paulo, a partir das 21h.
Um dos destaques é o número que junta as canções “Asa Branca” e “Anunciação”, duas das composições mais representativas da música popular do Nordeste e que foram concebidas respectivamente por Luiz e Alceu. Além dessas, o show traz interpretações de obras como “Estrada de Canindé”, “Sala de Reboco”, “Pau de Arara” e “Dia de Cão”.
O cantor já gravou diversas canções de Luiz Gonzaga ao longo de sua carreira. O show "Lua e Eu" manifesta a arte nordestina e celebra o centenário do Rei do Baião, de modo a reafirmar seu legado como matriz da melhor canção popular do nordeste.

Homenagem a Luiz Gonzaga segue até este domingo na Expocrato 2012

sábado, 14 de julho de 2012

Exposição sobre Luiz Gonzaga em Caruaru termina neste domingo


Baixio dos Doidos (Foto: Helder Ferrer / Divulgação)Baixio dos Doidos fica em cartaz até este domingo
Blog Sertão9
A exposição ‘Baixio dos Doidos’, em homenagem ao eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga, chega ao seu último final de semana. Quem ainda não conferiu os dez contêineres que revelam o lado pop e contemporâneo da obra de Gonzaga, tem até este domingo (15) para visitar o espaço, na Estação Ferroviária, em Caruaru, Agreste de Pernambuco.
Com salas são divididas por canções, a exposição já foi visitada por cerca de 30 mil pessoas, de acordo com os organizadores. A decoração dos espaços também acompanha o tema das músicas, que ganharam novas versões ao serem interpretados por artistas como Arnaldo Antunes, Otto, Naná Vasconcelos, Rhaissa Bittar e Dominguinhos, entre outros.
O projeto teve curadoria de Lina Rosa, fotografia assinada por Helder Ferrer e direção de produção de Gracinha Melo. Para mostrar o ‘lado B’ de Luiz Gonzaga, a releitura da obra foi criteriosa, escolhendo canções marcantes que transformaram e marcaram a cultura nordestina e brasileira, permitindo que o público interaja também com a obra.
Baixio dos Doidos (Foto: Divulgação)
Salas da exposição têm conteúdo dividido
por músicas (Foto: Divulgação)
As músicas escolhidas foram "ABC do Sertão", interpretada por Arnaldo Antunes; "Respeita Januário", revisitada em cinco tipos de sanfonas diferentes; "Siri Jogando Bola", em uma versão manguebeat de Jorge Du Peixe; "Xote das Meninas", cantada pela paulista Rhaissa Bittar; "Paraíba", por Otto; "Samarica Parteira", em que Naná Vasconcelos se uniu às onomatopéias do cancioneiro popular; "Asa Branca", com arranjo de violoncelos clássicos; e "A Morte do Vaqueiro", com Dominguinhos à capela.

Crato-CE: EXPOCRATO – Festa lembra 100 anos de Luiz Gonzaga


Exposição permanente no Parque de Exposições destacou a farta, e inesquecível, obra de Luiz Gonzaga, o homenageado de 2012
Exposição permanente no Parque de Exposições destacou a farta, e inesquecível, obra de Luiz Gonzaga, o homenageado de 2012 
Memorialista destaca forte vínculo sentimental do “Rei do Baião” com o município e o próprio Cariri. Um dos momentos mais marcantes da exposição em 2012 foi apresentação de sanfoneiros tocando músicas do homenagem
Luiz Gonzaga tinha grande amizade pelo Crato. Quem atesta é o memorialista e jornalista Huberto Cabral, cratense da gema e um dos estudiosos que mais guarda a memória da região do Cariri. Chamado de “Rei do Baião”, Gonzaga tinha profunda amizade com o Crato, com alguns ilustres cratenses e participou ativamente de momentos importantes da cidade.
Segundo lembra Cabral, Luiz Gonzaga, ao deixar sua terra natal e fugir para Fortaleza, passou pelo Crato, pegou um trem na estação com destino à Fortaleza, onde serviu no quartel do 23º BC.
Quando menino, seu pai Januário vinha sempre que podia para o Crato onde comercializava seus produtos na feira, principalmente farinha. “O pai de Luiz Gonzaga estava sempre no Crato vendendo a farinha dele, fez amizades aqui e sempre que vinha trazia Luiz Gonzaga e seu irmão”, afirma. Foi nessa época, segundo o jornalista que Luiz Gonzaga aprendeu a gostar do Crato.
Em 2012
Na Expocrato deste ano, o Rei do Baião recebeu homenagem pelos 100 anos de nascimento, com um festival de sanfoneiros e uma exposição permanente no parque.
Luiz Gonzaga participou de alguns momentos importantes no Crato. Em 1946, por exemplo, ele retorna ao Crato para animar leilões da festa de São Francisco.
Em 1951 esteve presente à inauguração da Rádio Araripe, primeira emissora de rádio do Interior do Ceará, junto com o pai, Januário, e o irmão, Zé Gonzaga.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Forró e chuva marcam primeira noite do Festival de Inverno de Garanhuns


A garoa e o frio – já tradicionais em Garanhuns, município do Agreste de Pernambuco – não desanimaram o público presente na abertura do Festival de Inverno (FIG). As pessoas encheram a Praça Guadalajara, principal palco do FIG, para dançar o arrasta-pé em homenagem a Luiz Gonzaga, animados por Mourinha do Forró, Família Gonzaga, Elba Ramalho, Dominguinhos e o projeto Viva Gonzagão.
Dominguinhos foi atração da primeira noite do festival (Foto: Gabriela Alcântara/G1)Dominguinhos foi atração da primeira noite do festival.
O forró começou com Mourinha, que traz o ritmo no nome. Vestido de vaqueiro, com trajes que lembravam o próprio Gonzaga, o músico tentou animar o público com um repertório cheio de sucessos, como “Nem se despediu de mim”. Ele foi seguido pelo grupo formado por parentes do Mestre Lua, que continuaram a fórmula de sucessos, com canções como “Pense n'eu” e “Que nem jiló”. Mesmo com a chuva engrossando, pares de forrozeiros começavam a se formar, dançando animados.
Elba conquistou público do FIG (Foto: Gabriela Alcântara/G1)
Elba conquistou público do FIG.

Elba Ramalho foi a terceira a subir no palco da Guadalajara, e conquistou o público de primeira, interpretando “Vida de viajante”. Fosse pelo repertório cheio de sucessos, tanto de Luiz Gonzaga quanto de outros músicos, ou pela forte presença de Elba no palco, o público parecia já não se importar com a chuva, que engrossava. Enquanto a cantora dançava animada no palco, acompanhada de seus bailarinos, as pessoas faziam da praça um grande arraial. Emocionada, ela encerrou sua apresentação com a oração de São Francisco de Assis, e foi acompanhada pelo público.
Em seguida, Domiguinhos deu um ar mais tranquilo à noite. Sentado com a sanfona no colo, desfilou canções como “Canta Luiz”, “Pagode Russo” e “Abri a porta”. A serenidade no rosto do músico, natural de Garanhuns, e a simultânea agilidade com os dedos davam a impressão de que ele e a sanfona eram um só. Mesmo que em tom mais calmo que o de Elba, ele conseguiu manter a animação do público, que vibrou ao ouvir “Isso aqui tá bom demais”.
Fechando a noite, o projeto Viva Gonzagão, organizado pela Sociedade dos Forrozeiros Pé-de-serra e Ai!, apresentou as canções do Rei do Baião para uma Praça Guadalajara um pouco mais vazia. A homenagem começou com a performance do poeta Antônio Marinho, que apesar de bonita, pareceu um pouco perdida dentro da noite. Em seguida, os músicos participantes do projeto, como Herbert Lucena, Cezzinha e Nádia Maia, tentaram esquentar a noite dos forrozeiros que resistiram ao frio.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Abertura do FIG 2012 será dedicada ao Rei do Baião Luiz Gonzaga,em Pernambuco


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Foto: Divulgação.

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Em uma homenagem mais do que justa ao Rei do Baião Luiz Gonzaga, o Festival de Inverno de Garanhuns 2012 (FIG) dedicou a sua programação de abertura ao músico pernambucano, que se estivesse vivo completaria cem anos este ano. O tributo acontece na noite desta quinta-feira (12), no grande palco da Praça Guadalajara. Mourinha do Forró abre a programação musical do festival, às 21h, seguido pela Família Gonzaga, Elba Ramalho e Dominguinhos. A noite será encerrada pelo projeto Viva Gonzagão, que conta com a participação de vários músicos que adoram e se inspiram na obra deixada pelo Mestre Lua.


Em Garanhuns, o Viva Gonzagão terá a presença de Nádia Maia, Petrúcio Amorim, Andrezza Formiga, André Macambira, Terezinha do Acordeon, Gennaro, Josildo Sá, Cristina Amaral, Rogério Rangel, Ronaldo César, Herbert Lucena, Roberto Cruz, Bia Marinho, Encanto e Poesia e Cezzinha. A apresentação terá abertura do poeta Antônio Marinho, recitando um poema sobre o centenário de Gonzaga.

O FIG 2012 acontece até o dia 21 de julho. Durante o evento, a cidade localizada a 230 km do Recife será "ocupada" pela cultura, oferecendo aos moradores e turistas uma programação rica não só na qualidade das atrações, como na diversidade. Serão mais de 300 shows musicais, distribuídos nos polos de forró, instrumental, pop e MPB; apresentações circenses, espetáculos de dança; exposições, além de debates, palestras e a realização de 66 oficinas de formação nas áreas de artes visuais, moda, design, cultura popular, fotografia e audiovisual.


Entre as atrações musicais que prometem agradar o público do festival, estão as cantoras Zélia Ducan e Zizi Possi, que se apresentam nesta sexta-feira (13). No sábado (14), o polo Guadalajara terá Academia da Berlinda, Roberta Miranda e Alcione. Os músicos pernambucanos Herbet Lucena e Lula Queiroga são as atrações do domingo (15), seguidos por Renato Texeira, Xangai e Maciel Melo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Crato-CE: Expocrato faz homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga


Crato A inspiração na trajetória do cantor e compositor Luiz Gonzaga em cantar a cultura e a natureza do Cariri inspirou a criatividade para homenagear o Rei do Baião durante a Expocrato. São diversas formas de manifestação em comemoração ao centenário do artista. No stand da Universidade Regional do Cariri (Urca), é realizada exposição que traça a sua relação com as áreas do Geopark Araripe, com a mostra “(en)cantos: Natureza e Cultura do Araripe na obra de Luiz Gonzaga”. A exposição deverá continuar para as escolas do Município. No mesmo espaço funciona o Centro de Interpretação do Geopark.

Estão passando por dia pelo local em média 5 mil pessoas. O espaço abre às 10 horas. Os admiradores das músicas do Rei do Baião podem contemplar o seu trabalho de forma interativa na exposição. No painel onde podem ser vistas paisagens da região, como a cachoeira de Missão Velha, a música relacionada como inspiração leva o ouvinte a acompanhar a letra e a imagem ao mesmo tempo. As lembranças estão por toda parte, desde o gibão de couro, até um quadro do Museu Asa Branca, exposto no local.
As 500 músicas gravadas por Luiz Gonzaga estão escritas na linha que traça a trajetória da exposição. No meio do caminho, o encontro com os artesãos do barro, do couro e madeira da região. Os filmes expõem a confecção do artesanato produzido na região. E para quem não teve a oportunidade de acompanhar a Escola Unidos da Tijuca, este ano, na Marquês de Sapucaí, pode admirar fantasias que estão expostas, do desfile que homenageou os 100 anos do Rei do Baião. Segundo uma das curadoras da exposição, a historiadora Sandra Nancy, a pretensão da mostra foi mostrar essa interface do artista, por meio da sua forte relação com o Cariri. Conforme a curadora, a exposição foi concebida com múltiplas linguagens da arte, o que evidencia a relação existente entre a cultura e a natureza, no contexto do Geopark Araripe, figurada na produção do cantor pernambucano.
A exposição no Crato é um dos eventos marcados na voz do Rei do Baião, como a música, além da própria canção “Eu vou pro Crato”, que evoca a cidade de forma doce. “… cratinho de açúcar, tijolo de buriti”. Além da fé, centrada no Padre Cícero, e a festa de Santo Antônio, de Barbalha, são destacadas na musicalidade do artista, que segundo Sandra Nancy, são trabalhadas dentro da exposição de forma a contemplar a música de Luiz Gonzaga e a cultura da região.

Luiz Gonzaga será homenageado por Quinteto Violado na 1ª noite do Polo do Forró no FIG


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O grupo entoará as músicas mais populares de Luiz Gonzaga.
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A primeira noite do Polo do Forró no Festival de Inverno de Garanhuns, no Agreste Meridional de Pernambuco, promete ser de muita homenagem a Luiz Gonzaga. Dentre as atrações que se apresentam no local, está o Quinteto Violado, que preparou um show de celebração ao centenário do Rei do Baião.

O grupo garante que os forrozeiros e os que apreciam a obra de Luiz Gonzaga não sairão decepcionados. “Vamos mostrar a obra de Gonzaga no que ela tem de mais expressivo poética e musicalmente: uma qualidade que encanta as mais diferentes plateias e que fica patente em canções como A Morte do Vaqueiro, Hora do Adeus, A Volta da Asa Branca e tantas outras. É também uma forma de destacar a importância dele para a música popular brasileira”, observa Marcelo Melo, violão, viola e voz do grupo.

A apresentação do Quinteto Violado será nesta sexta-feira (13). Também sobem ao palco na mesma noite, Zezinho de Garanhuns, Família Gonzaga e Genival Lacerda.