terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cantata Gonzaguiana brilha em homenagem ao Rei do Baião

A Orquestra Sinfônica de Teresina e João Cláudio Moreno se apresentaram nesta segunda-feira, no Salão Negro do Senado Federal, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. A apresentação antecedeu a sessão solene presidida pelo senador João Vicente Claudino e que contou com as presenças do também senador Ciro Nogueira e do deputado Osmar Júnior, que intermediou a apresentação dos piauienses em Brasília.


O repertório da apresentação da Cantata, que encantou os presentes, reuniu 13 composições do compositor pernambucano, como Asa Branca, Pau de Arara e Xote das Meninas. Eles mostraram alguns trechos do espetáculo, que começou a ser exibido em março deste ano, e mistura a batida nordestina e os acordes eruditos, sob o arranjo do maestro Aurélio Melo e a voz de João Cláudio Moreno.

“A obra de Luiz Gonzaga está permeada de pensamento lúdico, telúricos e ideológicos. Gonzaga era um gênio, alguém que não perdeu seu eixo, seu foco e nem suas raízes”, disse João Cláudio. Ele afirmou que é difícil definir a música de Luiz Gonzaga, que tem a tristeza, a alegria, a esperança, uma certa ingenuidade, pureza, um mistério que não é explicado. “A música de Gonzaga é eterna, atemporal, definitiva”.

O deputado Osmar Júnior diz que a apresentação dos piauienses emocionou e mostrou para o Brasil um espetáculo único. “ Foi uma homenagem justa e merecida ao “Rei do Baião”, que cantou como ninguém mais as alegrias e tristezas do povo nordestino”. O parlamentar, que se empenhou pessoalmente para garantir a participação da OST e João Cláudio na sessão, se disse satisfeito e feliz com o sucesso alcançado.

O cantor Fagner, os sanfoneiros Waldonys e Chambinho do Acordeon, que viveu o Rei do Baião no filme "Gonzaga: de Pai para Filho", do diretor Breno Silveira , expressaram seu orgulho com a obra deixada pelo artista pernambucano.

“ Todas as homenagens são merecidas e devidas, pois ele deixou um legado. Como seguidor de Gonzaga, quero abrir a possibilidade de agregar a juventude ao baião”, comentou Chambinho, que também é piauiense. Ele tocou os clássicos Asa Branca e Que Nem Jiló.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Senadores celebram 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga,nesta segunda-feira(3)



- A voz forte de Gonzaga ainda ecoa, dirigindo-se para as autoridades, para denunciar o descaso, a burocracia que seguram e impedem a velocidade na ajuda ao povo do Nordeste. O centenário ocorre diante de mais uma tragédia, fruto da ação da natureza para a qual o homem, com toda a ciência, ainda não achou uma solução - lamentou.A coincidência entre o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e o registro de uma das piores secas vividas pelo Nordeste brasileiro nos últimos 40 anos marcou o discurso de homenagem do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) ao cantor e compositor pernambucano, nesta segunda-feira (3), em sessão especial do Senado.
Após apontar o filme Gonzaga, de pai para filho como um dos mais tocantes a que já assistiu, o senador pernambucano Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que enquanto Luiz Gonzaga não fez seus poemas e músicas, o Nordeste não existia para o resto do país. Cristovam também destacou trechos de músicas do Rei do Baião, como A Morte do Vaqueiro e Xote Ecológico, para realçar o viés filosófico e a preocupação com o meio ambiente presente em suas composições.
- O mais marcante em sua obra é sua força social - emendou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), para quem Luiz Gonzaga era "a bandeira do sertão nordestino em que tremula o Brasil inteiro".
Do Nordeste para o mundo
Conterrâneo de Rei do Baião, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) também assinalou a importância do artista para o "transbordamento" da cultura nordestina para o resto do país e o mundo.
- Quero registrar a minha satisfação, o meu orgulho de participar de um evento em que o Senado fala em nome do Brasil. É uma homenagem do povo brasileiro a uma figura que, sem dúvida nenhuma, tem um espaço forte na formação da musicalidade do país - destacou Jucá.
A genialidade do criador do clássico Asa Branca também foi exaltada pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que creditou a Gonzagão o feito de tirar o Nordeste da sombra e lançá-lo na mídia.
- Envolvidos em sentimento de muito orgulho, brasileiros de todos os cantos agradecem o privilégio de ter abrigado um dos maiores talentos musicais, que trouxe uma incomensurável contribuição para a cultura brasileira - declarou Raupp.

14ª edição do Festival de Vídeo de Pernambuco tem novidades, veja mais aqui no Sertão9


Cinema São Luiz (Foto: Divulgação/Fundarpe)Cinema São Luiz recebe mostra com 69 filmes.
(Foto: Divulgação/Fundarpe) Blog Sertão9
O Festival de Vídeo de Pernambuco estreia sua 14ª edição nesta segunda-feira (3) com um novo nome: FestCine. O evento acontece no Cinema São Luiz, bairro da Boa Vista, área central do Recife, sempre a partir das 19h. Até o próximo dia 8, serão exibidos filmes pernambucanos de curta metragem, finalizados entre 2010 e 2012, digitais ou em 35mm.


A começar com a nova nomenclatura, que se dá aos avanços tecnológicos do setor audiovisual e do crescimento do cinema digital, o festival chega em 2012 cheio de novidades. Os prêmios das duas mostras competitivas, por exemplo, chegam a mais de R$ 73 mil este ano, quase o dobro dos R$ 40,5 mil dados em prêmios no FestCine do ano passado.

A programação será dividida em duas mostras competitivas. A mostra geral é dedicada aos documentários, videoclipes, ficção, filmes experimentais e animações realizadas de forma profissional no Estado. Já a mostra de formação envolve produções de estudantes, documentários e ficções realizadas em instituições de ensino como faculdades, colégios e cursos técnicos.
Foram quase 100 curtas metragens inscritos. A comissão julgadora selecionada para escolher os filmes é formada por profissionais indicados por entidades do setor audiovisual, que analisaram o argumento, criatividade, qualidade técnica e artística das produções. Foram selecionados, ao todo, 69 filmes.
O evento é uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Governo de Estado, que promove, ainda, oficinas gratuitas de Figurino, ministradas pela designer Bárbara Cunha; Visagismo, ministrada por Marcos Freire; e Realizando em 1 minuto, ministrada pela jornalista Alice Gouveia. Elas ocorrem na Fundação Joaquim Nabuco, no bairro do Derby, no mesmo período das mostras competitivas. De acordo com a Fundação de Cultura do Recife, as inscrições já estão encerradas.

Globo Cidadania presta homenagem a Luiz Gonzaga, o 'Rei do Baião'


Imagem do filme Gonzaga, de pai para filho (Foto: Reprodução de imagem)Imagem do filme 'Gonzaga - de Pai para Filho'
(Foto: Reprodução de imagem)
No mês do centenário de Luiz Gonzaga, as comemorações para a data não param. Sucesso nas telas do cinema com o filme “Gonzaga - de Pai para Filho”, uma coprodução da Globo Filmes, a história do ‘Rei do Baião’ é destaque também no Globo Cidadania deste sábado, dia 1º de dezembro. A repórter Mariane Salerno, do Ação, faz uma viagem até Exu, cidade natal do cantor localizada no interior de Pernambuco, para mostrar um pouco mais do mundo que inspirou um dos maiores nomes da música brasileira. O programa conhece a ONG Parque Aza Branca que surgiu há dez anos para cumprir dois desejos de Luiz Gonzaga: manter o seu patrimônio cultural vivo e formar novos sanfoneiros.
A ONG desenvolve projetos sociais com crianças e jovens carentes e é responsável também pelo Museu do Gonzagão, espaço com objetos doados pela família e que guarda todo o acervo cultural e artístico do cantor. O Globo Cidadania mostra como o interesse pela história do artista tem atraído turistas para a pequena cidade e movimentado a economia local.
Ainda neste episódio, o Globo Universidade apresenta reportagem sobre a carreira de Zootecnia e conhece três alunos veteranos que explicam as possibilidades de atuação da profissão que vem crescendo devido ao bom desempenho do agronegócio brasileiro. Além disso, o Globo Ciência discute as novidades para o diagnóstico e tratamento contra o câncer no país.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Depois dos 100 anos de Luiz Gonzaga, forró resurge com toda força,em 2012



Foi só se aproximarem as 100 badaladas do aniversário do “Rei do Baião” e pronto: chovem homenagens a Luiz Gonzaga por todos os lados. No teatro, cinema, em programas de televisão, livros sobre a história do forró e matérias nas revistas mais culturais do país. Essa reportagem aproveita a chegada do dia 13 de dezembro, data em que “Gonzagão” completaria o centenário de seu nascimento, para falar sobre a resistência do estilo musical mais nordestino do mundo.

“Luiz Gonzaga foi um grande inventor de harmonias e melodias. A música dele era feita da reunião de muita coisa e para reunir muita gente, falando de pobreza, tristeza e injustiça. Por isso, costumo dizer que é bem difícil definir o forró. Em geral, a gente junta baião, xote, xaxado, quadrilha, faz uma festa bonita e diz que é um arrasta-pé”, brinca Helder Huguenin, o “Falamansa de Niterói”.
De acordo com Helder, por aqui, o estilo praticamente se esconde. A mais conhecida festa, no entanto, acontece semanalmente no Convés, em São Domingos, há 14 anos, completados em novembro. Com a produção do músico Maurício Masson, de 35 anos, mencionado por várias personalidades do forró carioca como um “guerreiro”, por não ter deixado a “peteca cair”, mesmo nos momentos em que houve menor procura pelos já famosos bate-chinelas de quarta-feira à noite, que agora têm suas portas abertas de 20h às 2horas.

“Hoje, se você fala de forró em Niterói, as pessoas associam ao Convés na hora. Produzo junto com o Adenor, e o trabalho que ele faz lá é incrível. Cada dia que tem evento, tem novidade. É uma luz nova, uma parede diferente, uma forma de divulgação nunca antes usada. Nosso trabalho lá, tanto o meu quanto o do Adenor, é de quem ama o que faz, acima de tudo”, avalia Maurício, músico por formação.
Em dezembro, o cara que mais luta pelas festas nordestinas em Niterói, mesmo longe das épocas de folias juninas, lança seu primeiro disco, composto de 12 músicas autorais, das quais cinco encontram-se em várias outras festas pelo mundo. No País do forró, é preciso ter talento para viver de música, acredita o compositor, cantor e, atualmente, zabumbeiro Maurício.

Cantata Gonzaguiana participa de homenagem no Senado Federal


A Cantata Gonzaguiana, projeto realizado pelo artista piauiense João Cláudio Moreno e a Orquestra Sinfônica de Teresina, vai fazer a abertura da sessão solene em homenagem a Luiz Gonzaga, no Senado Federal. A apresentação acontece no dia 3 de dezembro, no Salão Negro.
Luiz Gonzaga (Foto: Reprodução/Acervo Memorial Luiz Gonzaga)
Luiz Gonzaga (Foto: Reprodução/Acervo
Memorial Luiz Gonzaga)
O espetáculo já foi apresentado em rede nacional e visto por mais de 200 mil pessoas. A apresentação homenageia o compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do Baião, que completaria 100 anos no dia 13 de dezembro.
De acordo com o deputado federal, Osmar Júnior (PC do B-PI), que sugeriu a participação dos artistas piauienses na homenagem ao cantor, a apresentação da Orquestra Sinfônica de Teresina no Congresso Nacional é motivo de orgulho para o povo piauiense. "É mais uma oportunidade do Piauí mostrar para o Brasil o talento de nossos artistas, representados pelo maestro Aurélio Melo, João Cláudio e pelos integrantes da Orquestra Sinfônica."
Para o maestro da Orquestra Sinfônica, Aurélio Melo, a agenda em Brasília encerra com chave de ouro um trabalho feito para homenagear um dos maiores ídolos da música brasileira. “Foi um trabalho feito com o coração. Nós passamos um ano nos dedicando a este projeto”, diz.
A Cantata Gonzaguiana começou a ser apresentada em março deste ano. O espetáculo é uma mistura de ritmos sob o arranjo do Maestro Aurélio Melo e a voz de João Cláudio Moreno, que resultam na junção dos ritmos nordestinos do Rei do Baião com os acordes eruditos da Orquestra Sinfônica.
"A Cantata não poderia ficar de fora da homenagem que o Brasil faz a Luiz Gonzaga. O olhar sinfônico que a Orquestra traz sobre a Obra de Luiz Gonzaga é emocionante", acrescenta Osmar Júnior.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mais de 100 sanfoneiros se reúnem no Recife para homenagear Gonzaga,Neste sábado e domingo


Mais de 100 músicos deverão homenagear o Rei do Baião neste sábado (1°) e domingo (2), durante o 15° Encontro de Sanfoneiros do Recife. As apresentações acontecem às 20h, no Teatro de Santa Isabel, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife. As entradas custam R$ 5 e a renda será revertida para os quilombos do município de Caetés, no Agreste de Pernambuco.


De acordo com a organização do evento, a ideia de levar os sanfoneiros é também uma forma de homenagear Luiz Gonzaga, que nunca cantou nos palcos da casa, porque em sua época o teatro não acolhia atrações que estivessem relacionadas à cultura popular.

Entre os artistas convidados, que estarão sob a direção do Mestre Gennaro, estão nomes como Mestre Camarão, Zé Calixto, Duda da Passira, Severo, Marcelo de Feira Nova, Gilberto Monteiro, Mahatma, Antonio Spacarotella, entre outros. No primeiro dia o público poderá assistir a uma homenagem a Zé Dantas, que terá ainda a participação da cantora Leda Dias.

Por sua vez, as homenagens do segundo dia serão voltadas também para Zé Marcolino. O público do Santa Isabel também contará com uma recepção especial, com a Banda Pífanos Zé do Estado de Caruaru e os violeiros Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira.

Senado faz sessão especial para homenagear Luiz Gonzaga,o eterno Rei do Baião


Da Redação do Blog Sertão9
O Senado realizará, na segunda-feira (3), às 11h, sessão especial para comemorar o centenário de nascimento do compositor e cantor Luiz Gonzaga. Na justificativa do requerimento, assinado pelos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Armando Monteiro (PTB-PE), Humberto Costa (PT-PE), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Vicentinho Alves (PR-TO), os parlamentares destacam que Luiz Gonzaga foi um dos artistas que mais contribuiu para a unificação geográfica da cultura brasileira, por meio da comunhão de sentimentos e valores comuns.
"O gaúcho nos pampas, o vaqueiro nos cerrados, o seringueiro na Amazônia, o habitante das grandes cidades. Não há brasileiro que não se emocione ao ouvir os primeiros acordes de Asa BrancaVozes da SecaAssum PretoBaiãoParaíbaJuazeiroQue nem Jiló", afirmam.
Além disso, os senadores ressaltam que o compositor tem sobrevivido, como poucos, no coração e na memória de sucessivas gerações.
- Luiz Gonzaga do Nascimento é uma glória imorredoura do grande Estado de Pernambuco; é um patrimônio imaterial de todos os nordestinos; e é, finalmente, um milagre brasileiro - destacam.
Luiz Gonzaga nasceu na cidade de Exu (PE), em 13 de dezembro de 1912, e desde criança se interessou pela sanfona tocada pelo pai. Ainda jovem, tornou-se conhecido como sanfoneiro, apesar de prestar serviço militar por quase toda a década de 1930. Foi responsável por popularizar o baião no país, nas décadas de 1940 e 1950, fechando contrato com a gravadora RCA Victor e se apresentando em rádios do Rio de Janeiro.
O Rei do Baião continuou se apresentando e gravando discos pelas décadas seguintes. Entre os muitos parceiros, destacam-se Humberto Teixeira, José Marcolino, Zé Dantas e João Silva.
Luiz Gonzaga morreu em 2 de agosto de 1989, em Recife, aos 76 anos.
Em outubro deste ano, foi lançado o filme Gonzaga, de pai para filho, de Breno Silveira, que conta a trajetória do músico e sua relação turbulenta com o filho Gonzaguinha, cantor e compositor de sucesso nos anos 1970 e 1980.