terça-feira, 23 de agosto de 2011

Samba, sertanejo e forró marcam segunda noite do Barretão.


A Unidos da Tijuca abriu a noite com um espetáculo cheio de magia. Pequenos mágicos, simbolizando Harry Potter entraram pelas arquibancadas até chegarem à arena, onde o mágico Dumbledore pareceu voar. Das varinhas dos mágicos saíram fogos que deram início a uma queima de fogos que só terminou com a entrada da bateria.
Este é o segundo ano de apresentação da Unidos da Tijuca que foi responsável por um dos shows mais elogiados da Festa do Peão de 2010.
A escola entrou com 416 integrantes, mas apenas 116 do Rio de Janeiro, entre eles a comissão de frente, que este ano surpreendeu a todos “perdendo a cabeça”. Os outros 300 são de Barretos e fazem parte de um projeto criado pelo clube Os Indepentes para fomentar o carnaval de Barretos, criando um intercâmbio com a agremiação carioca.
Durante a apresentação de mais de uma hora, a bateria tocou samba, sertanejuo e músicas de Luiz Gonzaga, tema do samba-enredo da escola de 2012.
Bruno & Marrone deu o tom sertanejo da noite cantando sucessos como “Dormi na Praça”, “Por te amar demais” e “Marianne”. As clássicas do sertanejo, como “Boate Azul” e “Chorei de Saudade” também fizeram parte do show que pôs todos da arena, arquibancada e camarotes para dançar.
Já passava das 3h30 quando a banda cearense Aviões do Forró entrou no palco ao som de fogos e buzinas, trazendo o ritmo pela primeira vez para o palco da Festa do Peão. fonte eptv.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Carnaval de Recife vai homenagear Luiz Gonzaga.


O Galo da Madrugada, o bloco de Carnaval de Recife, vai este ano homenagear o compositor e cantor brasileiro Luiz Gonzaga, natural do Recife, também conhecido como o “Rei do Baião”. 
No ano em que assinala o 35º aniversário do bloco, o Galo da Madrugada vai sair com um boneco gigante “do Velho Lua”, directores mascarados em homenagem ao compositor, “edição especial do trio eléctrico dos forrozeiros e muito baião tocado em ritmo de frevo” e “um frevo em homenagem a Gonzagão já foi encomendado aos maestros pernambucanos”, diz uma informação do Turismo de Pernambuco.
A programação do Galo da Madrugada começa com o tradicional Desfile Inverso, na noite da quinta-feira 16 de Fevereiro e no “Sábado de Zé Pereira”, a 18 de Fevereiro, o bloco sai às ruas no centro do Recife, abrindo o feriado de Carnaval.
Na terça-feira, 21 de Fevereiro, a programação destina-se às crianças com o desfile do Pinto da Madrugada. Luíz Gonzaga (13 de Dezembro 1912 – 2 de Agosto 1989) foi um dos grandes promotores da música do nordeste brasileiro. Xote das Meninas, Asa Branca, Respeita Januário, são alguns dos temas que celebrizaram o compositor. fonte presstur

Gonzagão e Nazaré Em Paris.

Luiz Gonzaga e Nazaré Pereira na França, Em 82

domingo, 21 de agosto de 2011

O BLOG SERTÃO9 FALA, DOS 22 ANOS SEM RAÚL SRIXAS. ( hoje)


Considerado um dos pioneiros do rock brasileiro, o baiano Raúl Seixas passou maus bocados por sua arte contestadora e, por vezes, um tanto mística. Coisas de artista. Neste domingo (21), completam-se 22 anos de sua morte, mas sua legião de fãs não para de crescer.



Com mais de 20 anos de carreira, chamado por muitos de o “pai do rock brasileiro”, Raul Seixas emplacou inúmeros sucessos na música popular brasileira ao misturar baião - inspirado principalmente em Luiz Gonzaga-  e rock, sob inspiração dos anos 1950, principalmente por Little Richard, o som meio anárquico de Frank Zappa e a revolução chamada Beatles, essencialmente John Lennon. Foi muito influenciado ainda pelo místico inglês Aleister Crowley, que pregava “faze o que tu queres, há de ser tudo da lei”.

Nessa miscelânea de sons e temas, Raul lança seu primeiro disco, Raulzito e Os Panteras, em 1968, não emplaca nas paradas, mas já mostra sua cara irreverente e tenaz na crítica ao sistema. Ao aproximar-se da Jovem Guarda, participa de um disco intitulado “Vida e Obra de Johnny McCartney”, com Leno, da dupla Leno e Lilian, que tem as letras censuradas e o disco acabou por não ser lançado.

Fonte: Portal vermelho.

Quem é o pai do forró? Origem do gênero causa disputa entre Estados; ouça as música


Pernambuco e Ceará sempre dividiram o título de precursor do ritmo que ficou conhecido popularmente como forró. O pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, e o cearense de Iguatu, Humberto Teixeira, foram autores de músicas que descreviam tanto a seca e a fome da região quanto as belezas do sertão nordestino. O clássico “Asa branca”, de autoria dos dois, representa bem isso. Agora, músicos cearenses atribuem esse pioneirismo a outro artista.
O primeiro registro fonográfico de um forró teria sido feito por um violeiro. Em outubro de 1937, Xerêm gravou "Forró na roça". Apesar de ser cearense, essa foi a única canção do estilo gravada pelo cantor. Xerêm partiu adolescente para Minas Gerais, formou dupla caipira e virou cantor de moda de viola.
Em comemoração ao centenário de nascimento do cantor e compositor, a Associação Cearense do Forró reivindica para o Ceará o pioneirismo do ritmo. Um disquinho de cera que pertence ao acervo do pesquisador musical Miguel Ângelo de Azevedo seria a prova documental de que o cearense gravou um forró 12 anos antes de Luiz Gonzaga gravar "Forró do Mané Vito" e em pouco tempo popularizar seu jeito diferente de tocar a sanfona.

Violeiro no forró
O pesquisador chama a atenção para um ponto curioso dessa história. Xerêm não era um legitimo forrozeiro. Longe disso, ele era um cantor de moda de viola caipira. Cedo ele foi viver em Minas Gerais com os pais e lá adquiriu novas referências musicais. “Essa música da década de 30, na verdade, nem era o forró que se tocava na época. Era uma levada de que o Xerêm se lembrava do tempo em que vivia no Ceará, na década de 20”, conta o pesquisador.

A partir de 1926, Xerêm se apresentou em circos e teatros pelo Brasil integrando 
a Trupe de Crianças Pequenas Edson, formada por seu pai. Em 1937 foi para o Rio de Janeiro com a irmã Nadir, com quem formou a dupla Xerém e Tapuia. Eles gravaram dois discos e chegaram a se apresentar na Rádio Tupi.
Mesmo Xerêm sendo, na verdade, um violeiro caipira, a Associação Cearense do Forró, quer registrar o forró como patrimônio intelectual e imaterial do povo brasileiro, criado a partir da gravação de ´Forró na roça´, pelos cearenses Xerêm e Tapuia, em 1937.
Luiz Gonzaga, o rei do baião - e do forró
O diretor do Memorial Luiz Gonzaga de Recife, Mauro Alencar, ouviu pela primeira vez a música "Forró na roça" a pedido da reportagem do iG. Para o pernambucano pesquisador da música popular nordestina, a canção só tem “forró” no título. “Isso não é forró nem baião. É música mineira, lembra o calango, ritmo mineiro dos ‘bão’”, ironiza.
O estilo musical que se convencionou chamar forró sequer é considerado de fato um gênero por muitos músicos e pesquisadores. A palavra, na verdade, seria uma corruptela de uma expressão lusitana. “Tem várias teorias. Eu vou com a que a palavra vem de forrobodó, que quer dizer baile popular. Em Portugal é assim que eles chamam as festas populares, que é exatamente o que chamamos as nossas festas, de forró”, defende Mauro Alencar.
O pesquisador explica que o ritmo a que atribuem o nome de forró é o baião, criado por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. “O baião gênero musical foi inspirado no baião gênero de literatura popular oral. É o baião dos violeiros repentistas nordestinos", afirma.
Essa também é a opinião de um músico que se consagrou tocando o mesmo instrumento que Luiz Gonzaga popularizou no Braisl. O sanfoneiro Waldonys, cearense de Fortaleza, toca há 20 anos como músico profissional e tem no currículo a gravação de um disco com o Gonzagão quando tinha apenas 15 anos. Ele conheceu, conviveu e tocou com Luiz Gonzaga. “Para mim, foi ele que criou o baião, tempos depois acelerou o ritmo, colocou um baixo adiantado, foi mexendo daqui e dali e aí que virou o forró como é conhecido hoje”, conta.
Waldonys explica que a musicalidade trazida por Luiz Gonzaga era completamente original para a época, porque ele inventou uma nova forma de tocar a sanfona, criando uma técnica que hoje é imitada por todo sanfoneiro que se preze. “Ele começou com o jogo de fólio. Isso deu um swing novo nesse estilo. Tem um molho que foi expresso pela primeira vez na canção “Vira e mexe”, exemplifica. “O que eu conheço de forró da minha vida desde a década de 1980 para mim foi criado pelo seu Luiz Gonzaga. O que podem ter feito é usar o nome e não estar fazendo o ritmo”, conclui Waldonys.
Fonte:PB.com

Ator de Caruaru deve interpretar Luiz Gonzaga no cinema.


Adélio Lima viaja no dia 22 para o Rio de Janeiro, onde vai passar um mês fazendo treinamento. As gravações devem começar no segundo semestre deste ano

Publicado em 20/08/2011, às 19h16

Pedro Romero

CARUARU – O ator caruaruense Adélio Lima, 39, poderá fazer o papel de Luiz Gonzaga em filme nacional que contará a história do Rei do Baião. Adélio participou da seleção, que contou a participação de cerca de 15 mil pessoas de todo o País, e depois fez testes no Recife. Ele viaja no dia 22 para o Rio de Janeiro, onde vai passar um mês fazendo treinamento. As gravações devem começar no segundo semestre deste ano.

Adélio Lima conta que depois da triagem inicial, quando ele enviou fotos e o endereço do seu blog, passou por teste de cena em uma produtora do Recife. “Agora só tem eu e outro candidato, que deve ser o reserva. Por enquanto, está tudo certo”, diz. Segundo ele, a produção é da Conspiração Filmes, a mesma de Dois Filhos de Francisco e Central do Brasil, e o diretor será Breno Silveira.

O artista é muito parecido com Luiz Gonzaga e trabalha como agente cultural no Museu do Barro de Caruaru, que abriga também o Museu do Forró Luiz Gonzaga. No período junino, recebe os visitantes como se fosse o Rei do Baião. “Há quem diga que faço a melhor imitação dele, e quem o conheceu diz que sou igual a ele quando jovem”, destaca Adélio, que também interpreta as músicas que ficaram famosas na voz de Gonzagão.

Ele conta que começou a interpretar Gonzaga no museu há cerca de dois anos, porque muitos visitantes o achavam parecido com o artista e perguntavam se havia parentesco. Desde então, já foi convidado para participar de eventos até fora de Pernambuco.

O caruaruense começou a carreira de ator aos 17 anos, no Teatro Experimental de Arte (TEA), com Argemiro Pascoal e Arary Marrocos. Em 22 anos de carreira, trabalhou com atores como atores como Severino Florêncio, Prazeres Barbosa e Maria Alves. Esta será a primeira vez irá participar de uma produção de cinema.

Adélio Lima afirma que já teve contato também com integrantes da Escola de Samba Unidos da Tijuca, que vai homenagear Luiz Gonzaga no desfile de Carnaval do próximo ano, quando será comemorado o centenário de nascimento de Gonzação. O tema do enredo será: No dia que a realeza desceu na avenida para coroar Luiz, o Rei do Sertão.

No seu centenário de nascimento, Luiz Gonzaga também será homenageado no desfile do Galo da Madruga, que terá como tema: Galo, Frevo e Folião – Homenagem ao Rei do Baião, no São João de Caruaru e na Fenearte (Feira Nacional de Artesanato).

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, em 13 de dezembro de 1912. Aprendeu a ter gosto pela música em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o Centro-Sul, fez de tudo um pouco, até tocar em bares de beira de cais. Foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela sanfona e o chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz se tornou um símbolo da música brasileira.fonte jc