terça-feira, 20 de março de 2012

[Leia] Prefeitura entrega reforma da Feira de São Cristóvão



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Para preservar a cultura nordestina na cidade do Rio de Janeiro, a prefeitura investiu R$ 11,6 milhões na reforma do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, também conhecido como Pavilhão de São Cristóvão.
A cerimônia de entrega da reforma foi realizada no último domingo, 
 dia 18, com apresentação de literatura de cordel e bumba meu boi, além de degustação de comidas típicas da região Nordeste do Brasil.

O prefeito Eduardo Paes, que esteve na inauguração do novo Pavilhão de São Cristóvão, ao lado do secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, do secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, entre outras autoridades, falou que o Rio é uma cidade feita de pessoas de todo o país. 
 

- Esse é um espaço que mostra um pouco da diversidade do Rio. Nossa cidade acolhe todo mundo muito bem, ela é feita de cariocas de todos os lugares do Brasil e, especialmente, dessa gente do Nordeste. E a Feira de São Cristóvão é a capital do Nordeste no Rio, onde os nordestinos se encontram. Ela estava muito degradada e é bom podermos devolver esse espaço com qualidade para que as pessoas possam usufruir dele plenamente.
 
A fachada do Centro de Tradições ganhou um grande painel com lonas que remetem às rendas nordestinas. Na entrada do pavilhão, o público encontra marquises com elementos cênicos, com jangadas, instrumentos típicos e retirantes. A nova ambientação da feira resgata a cultura popular nordestina com frevo, renda, literatura de cordel, boi e o chapéu de boiadeiro. Também foram instalados mastros com as bandeiras dos estados nordestinos, do município e do estado do Rio e do Brasil. Toda a estrutura dos palcos Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro foram recuperadas e receberam coberturas em lona que lembram chapéus nordestinos, nova iluminação cênica, pintura e bandeirinhas.

[Leia] Clã Brasil no Artes de Março nesta segunda


Na noite desta segunda (19), quem se apresenta no palco do Artes de Março é o grupo paraibano Clã Brasil, formado por cinco membros de uma família e dois de outra (daí veio o nome: Clã Brasil), com seis CD’s, dois DVD’s, dez anos de existência e apresentações nos principais palcos do nordeste brasileiro e no exterior. 

As musicistas têm formação musical desde suas infâncias e atualmente conciliam a carreira musical com os estudos universitários. Calcado na herança musical do sertanejo paraibano, tocador de “fole de 8 baixos”, Dedé do Cantinho de Itaporanga, ritmado pelos baiões, xotes, cocos e toadas popularizadas por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Chico César, Dominguinhos, Sivuca, Marines, Maciel Melo, Pinto de Acordeon e também composições próprias de Badu e Lucyane, o grupo paraibano tem caminhado num aclive acentuado de aceitação e aplausos populares por onde andam.

Ao longo desse semana, passarão ainda pelo festival: Orquestra Sinfônica de Teresina com João Cláudio, Cabras de Lampião de Serra Talhada, Zaqueu do Acordeon, Tulipa Ruiz, Validuaté e There Groove. As apresentações musicais seguem até o dia 23. Já as exposições estarão disponíveis para apreciação até o próximo dia 30.

Confira fotos e informações sobre todas as apresentações no hotsite do Artes de Março: 

segunda-feira, 19 de março de 2012

[Leia] Prefeitura do Recife realiza terceira edição da Semana Chico Science


Memorial Chico Science (Foto: Divilgação/Prefeitura do Recife)Memorial Chico Science. 
(Foto: Divilgação/Prefeitura do Recife)
O Memorial Chico Science promove a partir da terça-feira (20) a terceira edição da Semana Chico Science, no Recife. Este ano, o evento tem como tema "Banditismo por uma questão de classe: música e hacktivismo na cultura contemporânea". Haverá debates com a participação de profissionais que de alguma maneira inserem o assunto em seus trabalhos. O evento acontece na Livraria Cultura, sempre às 19h, no Bairro do Recife.
A Semana segue até o dia 23 e tem entrada gratuita. A curadoria do evento é de Ricardo Brazileiro e Ricardo Ruiz. Entre os nomes confirmados para os debates, a jornalista Natália Viana (SP), o artista Lourival Cuquinha (PE) e o gerente de Cultura Digital da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Adriano Belisário.


No último dia, o público terá a oportunidade de participar de um workshop prático de culinária com degustação, coordenado pelo chef Danilo Lopez Martinez, embalado pela trilha sonora de Jabá Pureza e os Lanternistas Viajantes, no Memorial Chico Science. O encerramento da Semana Chico Science terá ainda shows de Trombonada e Rivotril, no Pátio de São Pedro, no Bairro do Recife, às 20h.

[Veja ] Remix do Centenário de luiz gonzaga, o Rei do Baião




domingo, 18 de março de 2012

[Leia] Primeiro Forró do ano da Rabeca reverencia o Rei do Baião



 ARRASTA PÉ
Casa da Rabeca do Brasil dá início a sua temporada de forró com homenagens ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, eterno Reio do Baião. O 1º Forró do Ano promete emocionar e animar o público, com apresentações de Petrúcio Amorim, Geraldinho Lins e Dinda Salú. O show acontece dia 17 de março, na Casa da Rabeca.

Comemorando 20 anos de estrada e com lançamento em março do 3º CD, Do Sertão a Beira Mar, Geraldinho Lins trará canções que marcaram sua história como músico. Amor de Sertão, Xote da Saudade e Amor Sincero não podem faltar no repertório, que tem também músicas novas. Vem Morena, Forró do Escuro e que nem Jiló, do mestre Gonzaga, serão interpretadas por Geraldinho.
Petrúcio Amorim está terminando de gravar CD em homenagem ao centenário de nascimento a Luiz Gonzaga, que será lançado em abril, mas antecipa que cantará faixas do disco no show do 1º Forró do Ano. Segundo o cantor, músicas de Gonzagão como Riacho do Navio, Roendo Unhas, Pau de Arara e Vou te Matar se Cheiro estão na programação.
Fica a cargo de Dinda Salú a abertura dos shows e homenagens ao sertanejo de Exu(PE). No repertório, traz canções de Jackson do Pandeiro, do saudoso Mestre Salustiano e composições próprias, em parceria com Cristiano Salú. De Seu Lua, Dinda promete Asa Branca e Volta Asa Branca. "É uma homenagem mais do que merecida ao músico que conquistou não só o Brasil, mas também o mundo", declara.
Além de um show de cultura popular, a Rabeca proporciona completo sistema de segurança, com estacionamento gratuito e infraestrutura confortável. Os ingressos custam R$ 20 reais para homens e mulheres. O show começa às 22h na Casa da Rabeca, localizada na Cidade Tabajara, em Olinda.

luiz gonzaga e o Forró pé de Serra.( 100 Anos em 2012)


 
Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).
Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em “Pé de Serra”, uma de suas primeiras composições. Sua mãe chamava-se Santana. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
O Artes de Março, já consagrado como o maior Festival de Artes e Cultura de Teresina, chega à sua 14ª edição prestando homenagem a um dos maiores ídolos da música popular brasileira: Luiz Gonzaga. Se ainda estivesse vivo, Lua, como era conhecido, completaria um século de vida no dia 13 de dezembro desse ano. Com o seu ritmo empolgante e aquecido, cantado de forma simples e com letras que retratavam o cotidiano popular e falavam, muitas vezes, do sertão e suas particularidades, Luiz Gonzaga conquistou fãs por todo o Brasil e eternizou-se como grande ícone da cultura brasileira.
Fonte: Teresinashopping

[Leia] Valor de PI coloca o público do Artes de Março para dançar.

A banda Valor de PI não deixou ninguém parado na noite desta quarta-feira (14), no Artes de Março. Interagindo com o público, os artistas propuseram uma grande roda aos presentes, que entraram no clima contagiante do baião da Valor de PI. Com o espetáculo “De Januário a Gonzaguinha”, o Le Ballet Studio de Dança também homenageou o “Rei do Baião” o estilo tradicional das músicas cantadas por Luiz Gonzaga e outros artistas. Já a Companhia de Dança Sidh Ribeiro irá mostrar uma versão contemporânea das músicas cantadas pelo “Rei do Baião” e outros músicos através do espetáculo “Tributo a Luiz Gonzaga”.
E nesta quinta-feira (15), acontece um dos shows mais esperados dessa 14ª edição do Artes de Março. Trata-se da banda Falamansa, que está com um show especial para homenagear o “Rei do Baião” no festival. Formada por Tato (violão e voz), Alemão (zabumba), Dezinho (triângulo e percussão) e Valdir do Acordeon (sanfona), a Falamansa já vendeu mais de 4.000.000 de discos ao longo dos seus 10 anos de atuação e tem presença anual garantida nos maiores festivais de música internacionais, agregando ao seu currículo a passagem por mais de 10 países e tornando-se unanimidade quando o assunto é forró.
Hoje, a Falamansa é admirada pelos mais puritanos e radicais do estilo e até mesmo por aqueles que nem gostam do ritmo, mas apreciam o som da banda. Sem falar ainda na importância cultural que coloca as músicas da banda entre as mais executadas da década, e o vocalista e compositor Tato, como o maior arrecadador de direitos autorais vivo nos meses de junho há oito anos, perdendo apenas para Luiz Gonzaga, fato que deixa Tato extremamente honrado. “Sempre atrás do mestre”, brinca Tato.
Sobre a próxima atração
E nesta sexta-feira (16), quem sobe ao palco do Artes de Março é Gonzaga Lú, com todo o seu batuque para homenagear o “Rei do Baião”. A noite contará ainda com apresentação da Escola de Ballet Helly Batista, que retoma as atividades e se apresenta pela primeira vez após o falecimento do seu fundador, Helly Batista. A escola de Ballet volta aos palcos com o espetáculo imperdível “Sinfonia para Luiz Gonzaga”.
Fonte: Teresinashopping.

[Leia] Poeta homenageia centenário de Luiz Gonzaga.

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O cordelista Paulo de Tarso tem mais de 70 obras publicadas, sendo 10 sobre a vida de Luiz Gonzaga. Em 2010, o autor, que também é historiador, recebeu o Prêmio Mais Cultura Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura
FOTO: KID JÚNIOR
Fortaleza. A paixão do poeta tauaense Paulo de Tarso pela literatura de cordel começou quando ele era um menino, ao ler as obras de um tio. À medida que o tempo passava, a vontade de se tornar um cordelista só crescia. Até que um dia, quando ainda fazia o primeiro ano do Ensino Médio, teve sua primeira experiência como cordelista. "Foi algo bem amador, a professora passou um trabalho para ser feito em cordel sobre a dança de São Gonçalo", relembra.

Hoje, o trabalho do poeta de Tauá, como é conhecido Paulo de Tarso, é admirado por diversos leitores. Sua mais recente obra, "O Gonzagão Centenário", foi lançada na última sexta-feira, no Museu da Imagem e do Som (MIS) do Ceará, em Fortaleza. Conta fatos sobre a vida pessoal e profissional de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que completaria 100 anos em dezembro deste ano se estivesse vivo.

"Para mim, é uma alegria imensa compor obras sobre o pernambucano Luiz Gonzaga. Falar da história dele é falar do Nordeste, de tudo que nossa região tem. Apesar de ter sido um homem que nunca rompeu com a Ditadura Militar, ele sempre mostrou ser uma pessoa crítica em suas músicas, cobrando dos governos melhorias para o povo do Nordeste, além de sempre ter lutado pela paz social. Luiz Gonzaga foi um homem pacificador", destaca Paulo de Tarso, que já escreveu dez cordéis sobre o Rei do Baião.

Pesquisa

Dentre os mais conhecidos estão "O encontro de Patativa com Gonzagão lá no céu" e "Até São Pedro dançou no forró do Gonzagão", em que predomina a ficção. No entanto, a maioria dos cordéis do poeta de Tauá é carregada de fatos reais. Por isso, a pesquisa sobre a vida e obra do Rei do Baião é imprescindível para compor os trabalhos.

Em "O Gonzagão Centenário", por exemplo, há um trecho em que Paulo de Tarso lembra um fato inusitado do começo da carreira de Luiz Gonzaga, na década de 1940, quando o pernambucano tocava na Radio Nacional. Segundo Paulo de Tarso, o Rei do Baião, mesmo sendo proibido pelo diretor artístico da rádio, Floriano Faissal, de se apresentar com trajes típicos do Nordeste, imitando o Lampião, não deixou de tocar suas músicas com roupas sertanejas.

"Começou a se apresentar com vestimentas de couro. Um chapéu bem costurado, para Luiz um tesouro. Um gibão muito enfeitado, valendo mais do que ouro. Daí pra frente, Luiz, com sua obstinação, impôs a sua vontade, representou seu Sertão. E passou a ser chamado Majestade do baião", diz o versos do cordel "O Gonzagão Centenário", ilustrado por Lederly Mendonça, com 32 páginas e estrofes de seis linhas sextilhas.

O cordelista Paulo de Tarso tem mais de 70 cordéis publicados. Em 2010, recebeu o Prêmio Mais Cultura Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura (Minc), com o cordel "O Quinze", baseado na obra da escritora cearense Rachel de Queiroz. Ele é formado em História pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e ocupa a cadeira 32 da Academia Tauaense de Letras.

A obra "O Gonzagão Centenário" foi lançada paralela à mostra "Postais do Ceará". O trabalho resgata a memória dos cartões-postais em Fortaleza e também apresenta uma coletânea de fotografias dentro de um conceito mais contemporâneo e artístico, trazendo uma linguagem atual e diversificada, fora do lugar-comum, que caracterizou a produção de postais na Capital nos últimos tempos.
Fonte: Diario do nordeste.