domingo, 30 de junho de 2013

Salão de Artesanato bate recorde de vendas e recebe mais de 70 mil visitantes

São João em CG movimenta mais de R$ 410 mil no Salão do Artesanato
A 18ª edição do Salão de Artesanato da Paraíba, realizado em Campina Grande, superou a meta de vendas e de público no último final de semana. O espaço, que além de abrigar peças de várias tipologias e trabalhos de 500 artesãos, disponibilizou para os visitantes muito forró, apresentações culturais e comidas típicas. Promovido pela Secretaria de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico, por meio do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP), o salão já se consolidou como um dos principais eventos do Maior São João do Mundo.

Instalada desde o dia 7 de junho, a feira já registrou um volume de negócios superior a R$ 900 mil com a venda de mais de 73 mil peças das mais variadas tipologias. Este ano, o Salão faz uma homenagem ao antigo curtume Antônio Villarim, localizado em Bodocongó, que teve seu auge na década de 1970, tornando-se referência no processamento e exportação, chegando a produzir até 800 couros bovinos, diariamente, e mais 10 mil peles de cabra e carneiro.
A coordenadora do PAP, a primeira-dama do Estado, Pâmela Bório, agradeceu aos visitantes por incentivar e valorizar a cultura paraibana. “Superamos a meta de venda estabelecida a uma semana do fim da feira. Aumentamos a área do salão, com isso podemos abrigar um número maior de artesãos.A capacitação oferecida pelo governo ajudou no processo criativo dos artistas. Ontem um artesão nos agradeceu pelo apoio. Nossa equipe também é muito competente e dedicada. Todos esses fatores contribuíram para o sucesso do Salão deste ano”

Em Caruaru, feira põe à venda vinil de até R$ 3 mil

Nos eventos de São João em Caruaru (PE), que organiza uma das festas juninas mais importantes do Brasil, é de se esperar que se vendam comidas típicas, roupas tradicionais, lembranças diversas, artesanato... Mas neste sábado (29), Dia de São Pedro, a cidade inovou com a 1ª Feira do Vinil e Escambo.
O evento, realizado em um dos galpões da antiga Estação Ferroviária da cidade, reúne colecionadores de vários municípios pernambucanos. E o destaque não poderia ser outro, se não os discos de forró. Alguns, inclusive, com valores que chegam a R$ 3 mil.
É isso que garante o colecionador Cícero Lopes, de 57 anos, que há 20 reúne obras de cantores como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Camarão e Azulão ­ ícones do forró na região. “Diferente da maioria, que coleciona artistas ou grupos, eu me dedico a gêneros musicais. E entre os discos, alguns só sairiam da minha coleção por R$ 3 mil”, reforça.
Cícero destaca que, entre as peças mais raras da seção de forró, está o disco “O Rei do Baião”, de 78 rotações, lançado em 1957. “Nele Gonzagão canta, pela primeira vez, a música A Feira de Caruaru. É uma relíquia, e é um dos mais importantes da minha coleção”, afirma.
A feira atraiu o olhar dos curiosos, principalmente dos amantes do som analógico, que, nos últimos anos, vem reconquistando espaço no mercado da música. Isso graças a pessoas como o aposentado Benício Rodrigues, de 72 anos, que garante ter em casa ao menos três radiolas (aparelho que serve para reproduzir discos). “Confesso que tenho até ciúmes delas. Meus filhos até já tentaram me convencer trocá-las por um home theater, mas não tem jeito, não quero me livrar dos meus discos”

sábado, 29 de junho de 2013

Em PE, Luan, Elba e Ivete animam último final de semana junino


Luana Santana. Ivete Sangalo e Elba Ramalho são as atrações deste final de semana em PE (Foto: G1 Pernambuco)

O São João 2013 já passou, mas a programação junina em Pernambuco ainda tem fôlego até o último dia do mês. Neste sábado (29), Dia de São Pedro, e no domingo (30), há eventos em vários municípios do estado, com atrações locais e nacionais. Além do tradicional forró que sempre embala o período, axé e sertanejo também fazem parte da festa.
Em Limoeiro, no Agreste, a cantora baiana Ivete Sangalo vai encerrar o ciclo junino na cidade, com apresentação marcada para este sábado (29). A artista paraibana Elba Ramalho cantará na praça central de Goiana, na Zona da Mata Norte, também neste sábado. E cantor sertanejo Luan Santana também se apresentará em Caruaru neste sábado.
Em Olinda, o "Forró de Salú" é tema da festa na Casa da Rabeca, com forrozeiros regionais se apresentando no sábado. É preciso levar um quilo de alimento não perecível. No Recife, o cantor Genival Lacerda encerra a programação junina na cidade, com show às 22h30 no Pátio de São Pedro, no centro.
No último dia do mês (30), o grupo baiano Chiclete com Banana vai encerrar as festas juninas na cidade de Timbaúba, na Zona da Mata Norte, apresentando um show que mistura axé com forró e baião. Já em Carpina, também na Mata Norte, o forró da banda Magníficos agita o polo principal de eventos do município.

'Locomotiva Forrozeira' fará sua última viagem neste sábado, na PB

Locomotiva do Forró (Foto: Taiguara Rangel/G1)
A Locomotiva Forrozeira, como é chamado o trem do forró, vai fazer sua viagem de encerramento no São João 2013, entre a cidade de Campina Grande e o distrito de Galante, Agreste paraibano, neste sábado (29). O trem do forró faz seu trajeto entre o Museu Histórico do Algodão, antiga estação ferroviária desativada, e o distrito de Galante.A festa no distrito começa logo às 14h com programação na Palhoça. Se apresentam os trios Amados do Forró, Forró de Dar em Doido e Itaquatiara ate as 17h. Quem anima o Mercado são as bandas Mandacaru, Duda e Forró Playboy e Forró dos Seis, das 19h às 22h.

Na Palhoça, a festa é retomada às 21h com o trio Forró Kara Nova, que anima o público até as 23h. No Palco, se apresentam Massilson Gonzaga e banda, Tempero Completo e Forró Pra Curtir, a partir das 21h.

Para o último passeio do ano, o trem já está com as suas vendas esgotadas para fazer o adeus do forró sobre trilhos no Maior São João do Mundo. Portanto, quem ainda quiser curtir a festa de Galante pode ir com veículo particular ou ônibus pela BR-230.

Mais 3,5 mil forrozeiros embarcaram na aventura sobre trilhos, embalados pelo forró dos sete trios ao som de muito xote, baião, xaxado, côco e outros ritmos da cultura nordestina, segundo informações da organização. A viagem que tem duração de aproximadamente 1 hora e 30 minutos, percorre 23 km entre Campina e Galante.

No Rio, a Feira de São Cristóvão traz o sabor, o som e as cores do Nordeste

© Haroldo Castro | Rio de Janeiro
Para quem sai ou entra do Rio de Janeiro pelo elevado da Linha Vermelha, a Feira de São Cristóvão é passagem obrigatória. A enorme massa de concreto, em forma de uma elipse, é facilmente reconhecida, com dois chapéus de vaqueiro nordestino nas extremidades.
Tenho passado de carro dezenas de vezes ao lado do pavilhão e, sempre, um lembrete vibra na minha mente, tal um aviso de celular: “faz tempo que não piso neste pedacinho do Nordeste em terras cariocas, preciso voltar aí.”
O imenso pavilhão, inaugurado em 1962, passou por diferentes fases. Na sua primeira encarnação,possuía um teto refrigerado a água. A péssima manutenção e um temporal perverso fez com que o espaço perdesse a cobertura e o centro de exposições foi desativado. O estacionamento ao redor do pavilhão abrigava, por décadas, uma feira que vendia produtos nordestinos. Em 2003, os feirantes foram convidados a ingressar no espaço sem teto e o mercado informal virou atração.
Na entrada do pavilhão, uma estátua de bronze avisa que Luiz Gonzaga está por toda parte. O Rei do Baião dá nome ao local – Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas – e está presente na música, na literatura de cordel ou para atrair a atenção de qualquer visitante.O primeiro choque, ao entrar nesse pequeno campo da cultura nordestina, é o nível do áudio. Diversas lojas oferecem músicas sertanejas e todas competem para seduzir o ouvinte. O ambiente de alegria pode se transformar rapidamente em uma cacofonia geral, onde diferentes ritmos invadem os ouvidos pelos quatro pontos cardeais. Para quem oferece qualquer outro produto e precisa conversar e negociar com o freguês, a barulheira atrapalha. “Eu já me acostumei, mas alguns turistas estrangeiros, não acostumados com uma cultura mais ruidosa, acabam passando menos tempo na Feira por causa do som muito alto”, afirma João Luiz, um vendedor de colchas e redes.

Programa São João do Nordeste faz homenagem a Dominguinhos

Liv Moraes seguiu carreira do pai. (Foto: Luna Markman/ G1)
O programa São João do Nordeste deste sábado (29) celebra o sanfoneiro Dominguinhos, que está fazendo falta nos festejos juninos este ano. O legítimo herdeiro de Luiz Gonzaga está internado há mais de seis meses em um hospital particular de São Paulo, em estado grave. Parceiros, amigos e parentes foram reunidos para falar sobre o instrumentista, cantor e compositor pernambucano e interpretar famosas composições. O programa vai ao ar depois do humorístico "Zorra total", com apresentação de Chico Pinheiro, e será exibido em todo o Nordeste.Dominguinhos quando viaja - sempre de carro, porque tem medo de avião - dificilmente se hospeda em hotel. Em cada cidade há um amigo acolhedor. No Recife, o professor de economia e empresário Luiz Ceará; no Rio Grande do Norte, o fazendeiro Marcos Lopes; emAlagoas, o médico Eduardo Saraiva Campos. Todos lembram no programa uma boa história dessa convivência.
A casa de seu Eurides e do filho Waldonys, ambos sanfoneiros, é o reduto do pernambucano em Fortaleza. “Fiquei muito feliz em participar desta homenagem. Sou afilhado de Dominguinhos e, através dele, cheguei a [Luiz] Gonzaga. Ele me deu minha primeira sanfona, e mesmo quando fui morar nos Estados Unidos, nunca nos separamos”, falou Waldonys aoG1, que interpreta no São João do Nordeste a música “Forró no escuro”, primeira que Luiz Gonzaga cantou acompanhado pela sanfona de Dominguinhos.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

São Pedro do Conde, litoral sul da Paraíba, tem programação especial

Festa de São João do Conde, Litoral Sul, acontece nas comunidades rurais e mantém clima familiar de festa no interior. (Foto: Stanley Talião / Setur Conde)
A festa de São João na cidade do Conde, Litoral Sul da Paraíba, se encerra neste final de semana, durante a celebração a São Pedro, os eventos se concentram na Colônia de Pescadores de Jacumã. Nesta sexta (28), a atração da festa são as bandas Oxente Menina e Forró do Movimento. No sábado (29), Tamburete de Forró e Bagaço de Coco comandam o palco.As festas juninas no Conde começaram na festa de Santo Antônio e tem sido marcada pelo caráter mais popular, com um perfil bem rural e programação que busca valorizar o cenário cultural paraibano, contando com a participação de artistas da terra.
A decoração de todo o evento é um projeto do artista plástico Elioenai Gomes, e foi realizado junto com o Núcleo de Cultura do Município. A marca desta criação de Elioenai é a cultura popular relacionada às festas juninas: há uma cidade matuta cenográfica, muitos balões feitos de chita e chapéus de palha. Como em toda a obra de Elioenai Gomes, todo o material respeitará a sustentabilidade, pois será reaproveitável em futuras atividades culturais da cidade.
De acordo com a Secretária de Turismo do Conde, Juliana Lundgren, a distribuição das festas em diferentes localidades do município tem o objetivo de oferecer opções de cultura a todo o município, incluindo comunidades rurais, de pesca e moradores da sede garantindo o fluxo financeiro e de visitantes que esse tipo de evento costuma atrair.

Fenearte reúne 5 mil expositores e espera movimentar R$ 40 milhões

Fenearte de 2013 reúne 5 mil expositores, do Brasil e de outros 48 países (Foto: Daniela Nader / Divulgação)Fenearte reúne mais de 5 mil expositores, do Brasil e de 48 países.
Em 2013, a Fenearte ganha mais um dia e homenageia as mulheres rendeiras. Em sua XIV edição, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato vai do dia 4 ao dia 14 de julho e reúne material produzido por mais de 5 mil expositores do Brasil e outros 48 países, como Azerbaijão, Bahrein, Butão, Colômbia, Holanda, Irã, Iraque, Myanmar, Panamá e Suriname. O evento acontece no pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda.

O investimento total é de R$ 4,8 milhões e a estimativa é movimentar R$ 40 milhões em negócios – o público esperado é superior a 300 mil pessoas nos onze dias. A área total é de 29 mil m² e terá espaços dedicados a segmentos específicos, como as rendeiras – com curadoria do arquiteto Carlos Augusto Lira –  a alameda dos mestres, locais para oficinas gratuitas e desfiles.

A alameda dos mestres foi ampliada e vai reunir 50 artistas que manipulam madeira, barro, fios, palha, reciclados e outros materiais. A cenografia mantém a lógica do labirinto e terá reproduções de bordados de diversas técnicas e 15 pórticos coloridos suspensos. Os expositores poderão ser localizados por nome, número de estande ou título em três mapas interativos que funcionarão em monitores de 32 polegadas, com ação de toque.
A programação da passarela Fenearte inclui eventos diários às 18h e às 19h. Entre os participantes estão o Senac, Fátima Rendas, o projeto Mulher Rendeira da Secretaria de Cultura e a Associação Comunitária das Artesãs de Orobó.
A Rodada de Negócios ocorre sempre das 14h às 20h, nos dias 4, 5 e 6 de julho. Vão participar 28 compradores e a expectativa é a geração de R$ 4,7 milhões em negócios.