segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Grupos femininos se multiplicam e animam carnaval de Olinda e Recife


Ensaios das ConXitas antes do carnaval. Chitas, flores no cabelo e batom vermelho são marca do grupo. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Ensaios das ConXitas antes do carnaval. Chitas, flores no cabelo e batom.
O carnaval em Olinda e Recife é conhecido pela festa de rua, com orquestras de frevo e grupos de maracatu e outros estilos percussivos fazendo a alegria dos foliões. Os grupos formados apenas por mulheres vêm chamando atenção a cada carnaval, mostrando que beleza e talento andam juntos, exigindo a dedicação de todos que se aventuram no ramo.
Os grupos femininos vêm se multiplicando ano a ano. Um dos primeiros a ganhar o carinho do público foram as ConXitas. A diretora do grupo, Eugênia Lima, lembra que era até mesmo difícil encontrar mulheres que pudessem ensinar as que não sabiam tocar. “Nós éramos umas 50 em 2005. Queríamos nos encontrar no carnaval e acabamos criando o grupo. Assumi o apito [comandando os tambores e instrumentos] sem nunca ter apitado na vida. Minha sorte é que eu tenho um bom ouvido, eu sabia que estava errado, mas não sabia como fazer”, lembra Eugênia.
Eugênia Lima se divide entre a filha de três anos e a organização das ConXitas (Foto: Katherine Coutinho)
Eugênia Lima se divide entre a filha de três anos e a
organização das conXitas.
Participando de grupos culturais desde a adolescência, a diretora das ConXitas conta que cada detalhe sempre foi pensado, principalmente quanto à roupa. “Desde o começo, a gente se via como arte, sendo a música o instrumento maior dessa arte. Antes de decidirmos que ritmo tocaríamos, sabíamos que a roupa tinha que ter chita. Por isso o nome, ‘com chita’”, explica Eugênia.
Atualmente, cem mulheres se apresentam e desfilam, nos quatro dias de carnaval. A roupa do grupo é pensada para atender os mais diversos tipos de corpos femininos, das mais magrinhas às mais cheinhas, de forma que todas fiquem bonitas e confortáveis. “É muito estresse, a gente teve três pilotos de roupa. Aí você vai, troca de costureira, as meninas ficando ansiosas. Eu fico quase sem dormir”, desabafa Eugênia, que tem uma filha de apenas três anos, Antônia.

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